Whisky

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terça-feira, 18 de abril de 2017

Highland Park lança Rebus 30


A destilaria Highland Park anunciou os planos para colaborar com a lenda britânica, autor de histórias de crimes, Ian Rankin, marcando o trigésimo aniversário de John Rebus, uma das criações mais amadas da ficção científica.

Para ajudar a iniciar a celebração em grande estilo, está sendo produzida uma edição muito especial do Highland Park, o Rebus 30, um single malt de 10 anos que estará disponível para os fãs de Rebus.

Dez anos atrás, quando Ian comemorou o 20º aniversário da publicação do primeiro “Inspector Rebus”, foi convidado para visitar a destilaria em Orkney, onde ele escolheu um único barril especial. O perfil de sabor do whisky foi escolhido de acordo com o que Ian sentia que Rebus preferiria, barril nº 3272, era "escuro, complexo e com um acabamento longo”.

Para comemorar o Rebus 30, o desafio foi criar um single malt de 10 anos para um detetive icônico que realmente se destacasse. O resultado é impressionante, um tributo para aqueles com um forte espírito independente e que conhecem a sua própria mente.

Os fãs de Rebus e Highland Park poderão comprar este engarrafamento comemorativo por £ 30 a garrafa de 70cl que será entregue a tempo para o lançamento do RebusFest no final de junho de 2017.

Notas de prova : Highland Park Rebus 30 10 anos, 40% ABV:
Cor: natural.

Aroma e sabor: frutas cítricas maduras e baunilha cremosa com uma pitada de molho apimentado.


Fonte: whiskyintelligence.com

domingo, 16 de abril de 2017

Glenmorangie lança Pride 1974, seu whisky mais velho e também o mais rico


Um dos mais prestigiosos single malts já criado por Glenmorangie foi revelado neste mês. Com base no sucesso dos engarrafamentos exclusivos de Pride 1981 (lançado em 2011) e Pride 1978 (lançado em 2014), agora temos o lançamento de Pride 1974.

Feito pelo Dr. Bill Lumsden, a nova edição de 41 anos foi estabelecida em 30 de outubro de 1974 em combinação de barris ex-bourbon e ex-butts de xerez Oloroso, e deixada maturando até alcançar o seu pico, depois de mais de quatro décadas.

Glenmorangie Pride 1974 é o mais antigo e mais profundo Glenmorangie já lançado. Sua idade empresta ao whisky uma intensidade enriquecida, suportada apenas por uma lenta e paciente maturação. O resultado é uma mistura requintada de vinagre balsâmico, caramelo salgado e laranja, rico em especiarias, levando a sabores de maçãs assadas, caramelo, laranja e açúcar mascavo.

É o terceiro lançamento de edição limitada da coleção Pride, que exibe os mais raros e apreciados maltes da destilaria. Engarrafado em 52% ABV, será lançado em maio com um preço sugerido de venda de £ 7.200. Apenas 503 decantadores estarão disponíveis em todo o mundo.

Notas de Prova: Glenmorangie Pride 1974, não filtrado a frio, 52% ABV.
Cor: mogno.
Nariz: aromas maravilhosos, profundos, ricos, salgados e picantes. Caramelo salgado, trufas de chocolate. Sorvete com rum e passas, e uma sugestão de vinagre balsâmico envelhecido. Três ou quatro gotas de água libertam vapores complexos, com brioche, levedura, biscoitos de gengibre e laranja, finalmente dando lugar a mais sugestões de brioche, pão cozido e madeira de cedro.
Sabor: para um whisky de tal idade, o paladar é suave, levando a sabores surpreendentemente vibrantes de maçãs assadas, laranjas, mel e mentol. Aparecem ainda toffee, melaço, creme e especiarias, cravo e anis.

Acabamento: o sabor residual é persistente, mas suave, com nozes, couro, creme e café latte cremoso.


Fonte: whiskyintelligence.com

sábado, 15 de abril de 2017

Barris de whisky, tudo o que se deve saber


É sabido que o whisky obtém muito de seu sabor da madeira que o envelheceu. Muitos tipos diferentes são usados criando muitas variáveis. Alguns pontos-chave são observados:
  • O número de vezes que o barril foi usado - quanto mais vezes, menos sabor será transmitido;
  • O tamanho do barril - quanto maior for a relação superfície do barril / quantidade de whisky, maior o sabor do whisky;
  • O tempo no barril - mais tempo significa mais extração de sabor;
  • A intensidade do espírito - um estilo mais leve terá mais influência da madeira do que um mais pesado.

Tipos comuns de barril

Bourbon

Os barris de Bourbon são os mais comuns usados para o whisky escocês. Tudo depende da oferta e da demanda. Por lei, o bourbon deve ser envelhecido em barris novos, o que significa que após a sua primeira utilização já não pode mais ser utilizado para o próprio bourbon. Eles também são baratos em comparação com outros tipos de barril, o que leva à alta demanda da Escócia (e outras destilarias ao redor do mundo). Os barris de bourbon conferem o clássico estilo doce e frutado, juntamente com notas de côco e baunilha.

Xerez

Os tonéis de xerez (geralmente cerca de 500 litros) são muito populares, mas são muito caros (até 10 vezes o custo de um barril de bourbon). Muitas destilarias escolhem não usar (ou não podem) regularmente. Barris com os principais estilos de xerez são utilizados para o envelhecimento do whisky, como o doce Pedro Ximénez ou o rico e também mais comum, Oloroso. Em geral, adicionam notas de chocolate, laranja e frutas secas.

Porto

Os barris de Porto mais comuns utilizados para o whisky são o rubi, embora tawny e branco também sejam usados, com este último adicionando uma riqueza e secura refrescante. As barricas usadas com os vinhos vermelhos do Porto adicionam notas de morango e de framboesa. Mostram também um equilíbrio entre os sabores picantes secos, cravo e noz-moscada com frutas vermelhas.

Rum

Um tipo menos visto (e mais raramente ainda em uma maturação completa), barris de rum adicionam frutas tropicais e muita doçura ao whisky. Produzem notas de maçã verde, pera, manga, fudge e crème brûlée.

Vinho

Barris de vinho variam de seco para doce, vermelho e branco. Os barris de Sauternes acrescentam doçura e notas de fruta melada, enquanto que o vinho branco seco, especialmente barris de Chardonnay, adicionam uma textura amanteigada. Devido ao tanino no vinho tinto, este confere secura e notas frutadas. Há uma integração entre frutas vermelhas secas, terra, fumaça e notas subjacentes de uva.


Outros tonéis usados:

Madeira

Um vinho fortificado da ilha do mesmo nome, estes tonéis adicionam especiarias extras e notas de fruta escura, juntamente com secura ou doçura dependendo do estilo da Madeira.

Marsala

Os envelhecimentos de whisky em cascos de Marsala são raros. Este vinho rico, fortificado da Sicília, pode ser seco ou doce, em ambos os casos adicionando complexidade e especiarias extras.

Carvalho novo (virgem)

Muito raramente utilizado para maturação completa, pois transmite sabores poderosos e picantes que podem sobrecarregar o espírito. É útil para acabamento, onde o tempo extra pode adicionar uma camada de complexidade, especialmente para whiskies de longa duração.

Conhaque

Um dos tipos de barril mais raros. Barris de Cognac são feitos de carvalho francês Limouisin e adicionam aromas de frutas perfumadas.

Muitos outros tipos de barril são usados para o envelhecimento do whisky. Alguns deles funcionam muito bem, como os barris de cerveja, resultando em um whisky deliciosamente floral e frutado. Outros, nunca deveriam ser tentados novamente, como um certo Fishky, finalizado em barris de arenque. Por certo é que se deve experimentar uma variedade de whiskies envelhecidos em barris diferentes para ver qual estilo combina com você.


Fonte: blog.thewhiskyexchange.com

quarta-feira, 12 de abril de 2017

O melhor malte do mundo é Craigellachie


John Dewar & Sons Ltd tem o prazer de anunciar que Craigellachie 31 anos foi premiado como Melhor Single Malt do mundo no World Whiskies Awards 2017, realizado pela Whisky Magazine, a principal autoridade sobre o assunto.

A cerimônia anual de premiação aconteceu no Hotel Waldorf em Londres. A WWA é um dos principais programas de premiação na indústria do whisky. Um apreciado painel de peritos de whisky reconhecidos internacionalmente considerou Craigellachie 31 Years Old como o melhor whisky single malt do mundo, vencendo a competição entre centenas de concorrentes de todo o mundo.

O Craigellachie 31 foi lançado inicialmente em setembro de 2014, o que torna o feito altamente notável para um whisky que só está disponível no mercado a menos de três anos. Todavia, desde o seu lançamento, Craigellachie tem uma grande reputação no comércio e com conhecedores de whisky, é muito procurado e admirado, e o prêmio agora é um verdadeiro testemunho disso.


Craigellachie 31 anos é descrito como equilibrado, suave e rico, com um redemoinho de fumaça e enxofre acentuando os frutos suntuosos de kiwi e abacaxi. No paladar, sabor de couro e tabaco emergem, com um toque de consommé de carne.


Fonte: whiskyintelligence.com

sábado, 8 de abril de 2017

Desvendando Nº 54: Dalmore Valour


A destilaria Dalmore foi tratada aqui no blog quando do review do Dalmore 12 Anos. Quem quiser conhecer a história da destilaria que produz excelentes whiskies, basta clicar aqui.

O Dalmore Valour foi feito inicialmente como uma exclusividade do varejo de viagem. Quem tivesse a oportunidade de viajar e passasse pelo Dutty Free, poderia encontrá-lo. Hoje, algumas lojas já o oferecem. Maturado inicialmente em barris de carvalho branco americano ex-bourbon, o spirit é então transferido para barris que anteriormente continham o vinho xerez oloroso Matusalem de 30 anos. Todos barris de primeiro preenchimento. Finalmente, passa por um processo de refinamento em barris de vinho do Porto, da região do Douro em Portugal. Então, é um whisky com um processo de maturação em três madeiras diferentes, o que podemos traduzir em aromas, sabores e bastante complexidade.


O que pude perceber:
Características: cor âmbar, encorpado.
Aroma: amadeirado, adocicado, picante, com especiarias. Frutas cristalizadas como passas e ameixas secas. Baunilha juntamente com um caramelo cremoso. Frutas cítricas também aparecem, como laranjas e abacaxis. O frutado realmente é bastante presente, também com notas de figo. Indo além, pode-se sentir biscoito, amêndoas e chocolate amargo. Com um pouco de água, evidencia a baunilha e o amadeirado. Notas de maçã aparecem. As frutas cristalizadas continuam presentes, assim como as notas de chocolate e nozes. Caramelo e especiarias também se fazem sentir.
Paladar: amêndoas, chocolate e biscoito se confirmam. Frutado, cítrico, com laranjas doces e abacaxi. Depois aparece uma certa picância de especiarias e um amadeirado. Tem uma finalização um tanto quanto longa, puxando para baunilha e nozes. Se no olfato o caramelo e as especiarias são evidenciadas com a adição de água, no paladar estes sabores são um pouco camuflados, prevalecendo o chocolate, a baunilha, as amêndoas e o amadeirado. A finalização continua longa, mas menos picante.

Novamente achei que o whisky não merecia a adição de gelo para apreciá-lo, uma vez que ele se sai muito bem puro e também com a adição de um pouco de água. É uma bebida suculenta, oleosa, que preenche a boca, bem agradável.

É um whisky bastante aromático e saboroso. Apesar de não ter idade definida (é um NAS), dá um banho em muitos single malts com declaração de idade. Um exemplar que eu gostaria de ter sempre em minha coleção.






Todo o processo que envolve a sua criação, com o uso de três madeiras diferentes, entrega grande valor e complexidade ao whisky. Será que daí surgiu o seu nome?  

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Tamdhu marca seu aniversário com whisky de 50 anos


A destilaria Tamdhu de Speyside revelou o seu mais antigo engarrafamento, o Tamdhu 50 Year Old, para coincidir com o seu 120º aniversário.

Amadurecido em carvalho europeu de xerez de primeiro uso durante cinco décadas, apenas 100 garrafas de Tamdhu 50 anos serão disponibilizadas globalmente. Será vendido a £ 16.000 por garrafa.

Este whisky raro é apresentado em um decanter de design requintado, criado por uma equipe de artesãos britânicos tradicionais, incluindo a designer de vidro Katy Holford, peritos de cristal Royal Brierley e os ourives da famosa casa de jóias de luxo Hamilton & Inches.

O que torna este whisky realmente especial é que ele representa o renascimento da destilaria. Houve um tempo em que todos pensavam que a destilaria havia fechado para sempre. Este barril, que poderia nunca ter sido liberado se a destilaria permanecesse fechada, pode agora ser apreciado e saboreado, e isso é algo para celebrar.

Tamdhu 50 anos foi revelado em um evento especial no showroom Hamilton & Inches na George Street, em Edimburgo. A casa de jóias de luxo, criada em 1866, foi responsável pela produção da prata esterlina que adorna cada decanter.

Tamdhu é de propriedade de um dos líderes da Escócia de destiladores independentes de cunho familiar, Ian Macleod Distillers. A destilaria nasceu nas margens do Rio Spey em 1897, uma época em que tudo parecia possível. Sua qualidade é definida pela sugestão de turfa em sua cevada maltada, a água natural de Speyside e o uso exclusivo de 100% barris de carvalho de xerez, somente os mais finos.

Notas de Prova:
Tamdhu 50 anos foi destilado em 2 de novembro de 1963 e amadurecido em um único barril de carvalho europeu ex-sherry. Foi engarrafado com a força do barril de 55,6%.
Nariz: frutas da floresta, carvalho elegante e laranja, chocolate escuro.
Paladar: cravo, alcaçuz, café expresso e maçãs assadas. O paladar complexo também revela banana, pimenta preta e amêndoas torradas.
Acabamento: cacau, gengibre, nozes e xarope de bordo.


Fonte: whiskyintelligence.com

segunda-feira, 27 de março de 2017

A coleção de whisky mais cara do mundo


No dia mundial do whisky que tal conhecer e quem sabe, se tiver um dinheirinho sobrando, tentar comprar uma coleção inteira de whisky?

A destilaria Macallan anunciou recentemente que fará um leilão para vender a Lalique Six Pillars Series, uma coleção especial de seis whiskies envelhecidos que vão de 50 a 65 anos. O evento será em Hong Kong, no dia 2 de abril, e a expectativa é arrecadar US$ 500.000.

O valor é alto, mas não é o maior. O título de coleção mais cara à venda vai para a Paterson Collection, da Dalmore, uma série de 12 garrafas disponível por US$ 1,2 milhão. A criação é do mestre Richard Paterson, uma celebridade na indústria do whisky.

As garrafas trazem uma variedade de Scotchs envelhecidos, datados de 1926 a 1990. Eles estão em decânters de cristal e prata feitos à mão pela Glencairn, uma das principais casas de cristais do mundo, criados em parceria com o joalheiro Hamilton & Inches. A coleção completa está armazenada em uma caixa de madeira feita por Gavin Robertson, um dos melhores artesãos do Reino Unido.

Para incorporar a personalidade de Paterson à coleção, o whisky e a caixa são acompanhadas por um livro de registros escrito à mão. São mais de 200 páginas que transmitem os pensamentos e as ações do mestre durante o processo de criação.

Criada em 2013, a coleção ainda não achou um comprador. E então? Alguém se habilita?

A Dalmore não é estranha para o mercado de luxo do whisky. A marca lança, regularmente, garrafas com preços extravagantes, sendo a coleção Constellation a mais famosa, e está sempre nas listas de whiskies mais caros. Um exemplo recente é o Dalmore 50, um whisky de 50 anos feito em edição limitada – apenas 50 garrafas – para comemorar os 50 anos de Paterson nessa indústria. Cada garrafa custa o equivalente a US$ 62.000 – e todas elas já acharam compradores.


Fonte: forbes.com.br