Whisky

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quinta-feira, 23 de março de 2017

Desvendando Nº 53: Glenmorangie Quinta Ruban 12 Anos


Continuando a série de degustações da linha básica da Glenmorangie, hoje falaremos sobre o Glenmorangie Quinta Ruban 12 Anos, que nada mais é que o Glenmorangie Original 10 Anos com mais dois anos de finalização em barricas que antes continham vinho do Porto Ruby, o que lhe confere uma coloração avermelhada e um caráter frutado.

Quem quiser saber mais sobre a Glenmorangie ou sobre suas outras versões, basta clicar aqui: Glenmorangie Original 10 Anos, Glenmorangie Lasanta 12 Anos e Glenmorangie Nectar D'Or 12 Anos.


O que pude perceber:
Características: cor avermelhada, acobreada. Encorpado.
Aroma: malte, chocolate amargo, floral e frutado. Baunilha. Apesar dos 46% ABV, nada de álcool perceptível. Amadeirado. Nozes. Com a adição de um pouco de água, evidencia as especiarias. O maltado fica mais evidente também, além de um pouco mentolado. Aparecem notas de chocolate ao leite. A baunilha e as notas amadeiradas também mostram-se presentes. Um pouco de açúcar mascavo. Há frutas secas também no aroma.
Paladar: picante, com uma leve dormência na língua. Quente, oleoso, com chocolate ao leite. Finalização longa e seca. Da mesma forma que no aroma, o álcool não é sentido, a leve dormência na boca é proveniente de suas notas picantes. Finaliza deixando um gosto maltado na boca. Apresenta ainda características frutadas e também amêndoas. A água, no paladar, abrandou o início quente e picante, de forma que aquela dormência sentida na boca sumiu. A primeira nota sentida é a de chocolate, seguidas de baunilha e um amadeirado. A finalização fica menos picante e um pouco mais adocicada, na minha opinião, mais redonda. O frutado que aparece na degustação com um pouco de água lembra um pouco de laranja.


Mais uma vez achei que não era necessária a degustação com gelo. O whisky ficou muito bem acrescentando apenas um pouco de água. É um whisky maturado por dois anos em barris que antes continham vinho do Porto, o que lhe conferiu aromas e sabores característicos.

É bem equilibrado, complexo, e seus 46% ABV entregam muito sabor. Quem não estiver acostumado com um teor alcoólico mais elevado poderá acrescentar um pouco de água, o que, na minha opinião, é o que funciona melhor com este whisky. Além de diminuir a graduação alcoólica, a água irá fazer com que diminua também a sensação de ardência na boca devido às especiarias.

Excelente whisky. Recomendo a compra tanto para iniciantes como para os mais experimentados. Vale a pena tê-lo sempre na coleção.

Com esta expressão, encerra-se o ciclo da Glenmorangie na sua linha básica. Uma linha que, para o apreciador e estudioso de whisky, é ideal para estudar os diferentes efeitos que as variadas finalizações em barris proporcionam à bebida.




Glenmorangie Quinta Ruban 12 Anos

Single Malt: Terras Altas Teor Alc 46%


O tom âmbar, levemente avermelhado, e o nome português dão a dica: este malte é finalizado em pipas de vinho do Porto para adquirir um caráter frutado e de chocolate com hortelã.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Destilaria Ardbeg lança Kelpie para celebrar o Ardbeg Day


O dia de Ardbeg cairá este ano no sábado 3 de junho. Em homenagem ao mar que rodeia a destilaria, Ardbeg voltará a lançar uma expressão comemorativa de edição limitada. Ardbeg Kelpie é o primeiro Ardbeg a ser amadurecido em cascos de carvalho virgens do Mar Negro. Reconhecidos pelos sabores profundos que eles conferem e raramente usados na fabricação de whisky, esses barris trazem uma intensidade distinta ao whisky de malte mais esfumaçado e turfado de Islay.

O Dr. Bill Lumsden, Diretor de destilação, criação e estoques da Ardbeg, em sua contínua busca de barris intrigantes, foi inspirado pela profundidade do sabor conferido pelos barris do Mar Negro. Crescido e temperado na república de Adyghe, na costa do Mar Negro, estes tonéis transmitem sabores incrivelmente profundos.

O whisky foi então casado com a identidade da Ardbeg, amadurecido em barris ex-bourbon, para amplificar o estilo característico e criar uma bebida de profundidade incrível.

À medida que as festividades começarem em Islay, os seguidores leais de Ardbeg, o Comitê Ardbeg e seus amigos em todo o mundo, serão convidados a participar de eventos com temas submarinos que homenageiam o nome do whisky, o kelpie, lendário demônio da água do Oceano Atlântico.

Ardbeg Kelpie foi produzido não filtrado a frio, com 46% ABV e estará disponível nas lojas especializadas em whisky e lojas de departamento com um preço de venda sugerido de £ 98.00.

Notas de degustação: Ardbeg Kelpie 46% ABV
Cor: ouro polido.
Aroma: nariz maravilhoso, intenso, com muitos aromas diferentes e interligados, turfa oleosa poderosa, chocolate escuro, peixe defumado, notas de algas marinhas e uma nota curiosa de ervas. Ondas de pimenta preta picante. Um respingo de água produz algumas notas do Ardbeg clássico, como café cremoso, defumado e resina de pinheiro.
Sabor: apimentado seguido por sabores mais ricos. Toffee, café turco, bacon defumado, chocolate escuro. Uma explosão curiosa de frutas, como pêssego, madeira de nogueira, óleo de cravo e uma sugestão de azeitonas pretas.
Acabamento: duradouro, com sabores profundos de cravo, alcatrão e caramelo rico.


Fonte: whiskyintelligence.com

terça-feira, 7 de março de 2017

Desvendando Nº 52: Glenmorangie Nectar D'Or 12 Anos


Já falamos bastante da destilaria Glenmorangie quando dos reviews do Glenmorangie Original 10 Anos e do Glenmorangie Lasanta 12 Anos. Hoje falaremos sobre o Glenmorangie Nectar D'Or 12 Anos, que nada mais é que o Glenmorangie Original maturado por mais dois anos em barris franceses de vinho branco Sauternes, muito utilizado como vinho de sobremesa.

O que pude perceber:
Características: cor ouro, encorpado.
Aroma: doce. Chocolate ao leite. Baunilha. Nada de álcool, apesar de seus 46% ABV. Cevada maltada. Floral. Capim limão. Há um amadeirado bem perceptível. Mel e açúcar mascavo. Caramelo. Bolo se sobremesa. Com um pouco de água fica mais seco. A doçura permanece. O álcool continua não dando as caras. Evidencia mais o adocicado da baunilha e do chocolate. Um fundinho de malte e um pouco de amêndoas.
Paladar: mel e baunilha. Doce. Cobertura de bolo. Como não poderia deixar de ser para um whisky de 46% ABV, uma leve e agradável dormência na boca, mas não o gosto de álcool. Notas florais e frutadas, todas bem equilibradas. Finalização quente. A água deixou o whisky mais amadeirado, frutado, um pouco de floral, menos doce e com um final que mostra uma leve picância.



Não experimentei com gelo. Achei a bebida muito bem equilibrada de forma que não merecia o uso do gelo. Bastante oleoso e cremoso. Bem redondo. O uso das barricas do vinho francês de sobremesa Sauternes trouxeram ao Glenmorangie Original uma sofisticação incrível. É tão equilibrado e redondo, tão bem trabalhado, que o fato de possuir 46% ABV (sendo mais uma vez repetitivo) não deixa transparecer em nenhum momento o álcool. Até a dormência na boca citada acima pode ser atribuída às suas notas picantes do que propriamente ao álcool. É um whisky fácil de beber e muito agradável. Todo apreciador deve experimentá-lo.




Glenmorangie Nectar D'Or

Single Malt: Highland Teor Alc 46%

Neste whisky, o caráter de mel e flores da Glenmorangie é transformado pela presença de especiarias e  torta de limão, resultantes dos barris de sauternes.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Desvendando Nº 51: Glenmorangie Lasanta 12 Anos


A história da destilaria Glenmorangie já foi contada neste blog quando foi publicado o review do Glenmorangie Original 10 Anos. Quem quiser conhecer ou relembrar, basta clicar aqui. Hoje começaremos a falar das vertentes do Glenmorangie Original, ou seja, as finalizações em barris do seu portfólio. Começando com a finalização em xerez, o Glenmorangie Lasanta.

A destilaria Glenmorangie (vale da tranquilidade, em gaélico) ainda hoje divide opiniões por sua devoção ao envelhecimento em barris diversos, o que ofende alguns puristas. Foi na metade da década de 1990, sob influência de sua então detentora, Macdonald & Muir, que trabalhava bastante com vinhos, que ela passou a introduzir diferentes acabamentos, de variações do xerez, como o fino, a vinhos Madeira, Porto e franceses. Depois, apresentou também o carvalho virgem americano. A política de madeiras da Glenmorangie está entre as mais desenvolvidas da indústria.


A companhia seleciona suas árvores nas montanhas Ozark do Missouri, estas devem possuir pelo menos cem anos. São árvores de crescimento lento e de grãos apertados, que minimizam o efeito do carvalho no whisky maturado, produzindo um malte que retém o máximo possível da personalidade do espírito original. Esta madeira é então curada ao ar livre, transformada em barris e emprestada por quatro anos à destilaria Jack Daniel's em Lynchburg, no Tennessee.

Após chegar à Escócia, os barris são então preenchidos com o espírito novo e maturados por dez anos para formar o famoso Glenmorangie Original. A parte não engarrafada, será transferida para outros barris, por mais dois anos, onde ganharão os mais diversos aromas e sabores, dependendo do tipo de barril. O whisky de hoje, foi finalizado por dois anos em barris que antes continham vinho xerez.

O que pude perceber:
Características: cor âmbar, encorpado.
Aroma: aroma característico do jerez. Especiarias, picante. Também possui nozes, amêndoas e um frutado bem suave, cítrico. Sente-se um pouco de ameixas pretas, canela e gengibre. O adocicado também é perceptível, com um pouco de baunilha e caramelo. Nota-se bem o malte e a madeira junto a ele. O álcool é imperceptível no olfato. A adição de um pouco de água acentua ainda mais o jerez. As notas de amêndoas e frutas continuam. Nota-se agora um amadeirado juntamente com baunilha. Torna-se um pouco menos picante.
Paladar: quente e picante. Nota-se bem um frutado, confirmando as notas de ameixas pretas. O álcool, da mesma forma que no aroma, não se faz presente. Há também uma certa doçura, que equiibra o malte. A finalização é seca, de especiarias. É bem oleoso, cremoso, com as notas de amêndoas juntamente com um toque de chocolate amargo. A adição de um pouco de água acentua o frutado, o amadeirado, a baunilha, finalizando com especiarias.


Lasanta é o gaélico para “calor e paixão” e é produzido a partir do Glenmorangie Original de dez anos, finalizado por dois anos em barris que antes continham os vinhos xerez Oloroso e Pedro Ximenez. Filtrado a frio. Anteriormente era vendido em uma versão de 46% ABV finalizado unicamente em barris de vinho Oloroso e não filtrado a frio. O acréscimo do vinho Pedro Ximenez veio para trazer uma doçura ao malte e equilibrá-lo com a sua característica picante.

Quando experimentado no paladar, não se deve confundir a picância que faz esquentar a boca com o álcool, Esta é uma bebida muito fácil de se beber em que não se percebe a presença do álcool. Não me atrevi a experimentar este whisky com gelo, achei que iria estragar a experiência.


É um excelente whisky, complexo, equilibrado, muito bem balanceado. Aromas e sabores convivendo harmoniosamente, sem um se sobressair mais que outro. É uma bebida que ao meu paladar, posso dizer que ficou “no ponto”. Muito bem recomendado. Acredito que quem comprá-lo, não irá se arrepender.




Glenmorangie Lasanta

Single Malt: Highland Teor Alc 43%

Nova embalagem e redução do teor alcoólico não foram as únicas mudanças feitas para obter este final de xerez bem equilibrado: também é engarrafado filtrado a frio.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Destilaria Tobermory fechará por dois anos


A destilaria Tobermory, localizada na ilha escocesa de Mull, encerrará sua produção em 31 de março por até dois anos como parte de um grande projeto de atualização na destilaria e em seu centro de visitantes, juntamente com uma renovação da marca Tobermory. A ideia é tentar fazer da Tobermory uma oferta mais interessante, mais especial e mais significativa para o público do whisky.

A modernização da destilaria incluirá a conclusão de um projeto de substituição e reparação de alambiques que começou há dois anos, quando um alambique foi substituído completamente e um segundo foi parcialmente substituído. O upgrade também incluirá trabalhos estruturais nos principais edifícios da destilaria, alguns dos quais remontam à abertura de Tobermory em 1798.


O centro de visitantes permanecerá aberto ao público durante o projeto, uma vez que a destilaria é uma das maiores atrações turísticas da ilha. Os arranjos foram feitos para manter a equipe da destilaria trabalhando durante o projeto e tem produzido espírito extra nos últimos 18 meses para cobrir necessidades futuras para o espírito maduro que teria sido produzido durante o fechamento de dois anos.

Tobermory é uma raridade entre as destilarias escocesas na medida em que produz dois maltes diferentes em ciclos de produção separados durante o ano. Os maltes não turfados da destilaria são vendidos sob o rótulo de Tobermory, enquanto os seus maltes turfados são vendidos sob o rótulo Ledaig. Embora as expressões de Tobermory de 10 e 15 anos de idade tenham sido largamente removidas do mercado nos últimos 18 meses, o malte de 10 anos estará disponível no centro de visitantes durante o desligamento. Os planos são o de manter o Ledaig 10 e 18 anos no mercado durante o período. Além disso, até dez expressões de edição limitada de ambas as marcas estão em preparação para lançamento durante o desligamento.


Quando a destilaria reabrir em 2019, a empresa que administra a destilaria, Distell, planeja desvendar uma nova gama sob a marca Tobermory. Os planos para essa faixa ainda estão sendo desenvolvidos, com grande parte do trabalho a ser feito por um gerente de marketing recém-contratado para o portfólio de single malt que também inclui Bunnahabhain e Deanston. Esse executivo não foi nomeado publicamente, uma vez que ainda está trabalhando para outra empresa até 01 de março.

A empresa Distell adquiriu a Tobermory em 2013 quando comprou a Burn Stewart Distillers da CL Financial por US$ 245,4 milhões de dólares. Além de Bunnahabhain e Deanston, o negócio também incluiu o blended escocês Black Bottle. No ano passado, o nome corporativo Burn Stewart foi oficialmente substituído pela Distell International Ltd.


Fonte: whiskycast.com; whiskyadvocate.com


terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Desvendando Nº 50: The Famous Grouse Finest


A empresa Matthew Gloag & Son foi aberta em 1800 como uma mercearia de vinhos e destilados em Perth. Pelas próximas gerações, a companhia cresceu bastante e começou a fazer estoques de whiskies finos através de parceria com as principais destilarias.

O blend mais vendido na Escócia foi criado pelo empresário em 1896. No início, a bebida era conhecida simplesmente como The Grouse Brand e sua filha Phillipa criou o rótulo. Mais tarde se tornou The Famous Grouse. Foi um passo bastante incomum para a época, pois todas as marcas carregavam o nome de seus fundadores. O tetraz vermelho (red grouse, em inglês) é uma ave de caça bastante comum nas Highland escocesas. A empresa passou de geração a geração até 1970, quando os impostos sobre heranças obrigaram a família a vendê-la para a Highland Distillers, que hoje faz parte do Edrington Group.

Por sua qualidade e sua consistência, o blend ganhou ótima reputação em pouco tempo, e em 1897 os anúncios da marca já traziam ao lado do nome as palavras “The Famous” (o famoso, em português) em estilo manuscrito. As vendas cresceram mais que o mercado nos 20 anos seguintes e a visibilidade dos produtos The Famous Grouse aumentou. Hoje, com vendas que chegam a quase 3 milhões de unidades por ano, a marca é uma das dez maiores do mundo.


O Edrington Group tem algumas das melhores destilarias produtoras de single malt da Escócia, entre elas, Highland Park, Macallan e Glenrothes. Naturalmente, há altas proporções desses excelentes whiskies no blend.

Ao whisky The Famous Grouse é dispensada grande importância ao processo de casamento, através do qual, depois do blending, o whisky é reduzido a 45% ABV e passa vários meses descansando em barris de xerez, para permitir que as interações entre malte, grão e água atinjam um equilíbrio. Isso gera um produto consistente, que é, então, filtrado à temperatura bastante branda de 4ºC, usando-se um filtro largo, para que se mantenham, tanto quanto possível, o sabor e a textura originais do whisky. A empresa também produz vários blended malts, com envelhecimento de 10 a 30 anos.

O que pude perceber:
Características: cor dourada, pouco corpo.
Aroma: o whisky número 1 da Escócia tem uma explosão de aromas. Difícil definir cada aroma sem se concentrar para tal. Primeiramente, o que fica mais evidente são as especiarias, provavelmente provenientes dos barris de xerez, bastante presentes. Picante, frutado e amadeirado. Um pouco de cereais mas, neste whisky, os whiskies de grãos não estão tão evidentes, embora possam ser sentidos, de maneira sutil. Um pouco de amêndoas e um certo toque defumado podem ser sentidos. Embora proporcione um certo ardor nas narinas, o álcool não se mostra muito forte. Chocolate amargo e açúcar mascavo completam esta primeira incursão pelo aroma. Com a adição de um pouco de água, evidenciam-se os cereais. Em seguida, surgem baunilha e açúcar mascavo. Nozes, amêndoas e um defumado sutil. Continua picante. Com uma pedra de gelo se torna um cereal mentolado. Mais fresco e mais suave. Mais frutado e mais cítrico também. Desta forma, sente-se um pouco mais da influência do xerez.
Paladar: no paladar é onde os whiskies de grãos ficam evidentes um pouco mais, deixando, de início, um certo amargor, que logo passa, sendo sobrepujado, então, pela baunilha. Notas de especiarias também surgem, juntamente com um amadeirado. Aparecem também amêndoas, nozes e um certo frutado. Finaliza de uma maneira um pouco picante. Possui finalização média. Com água, continuam os cereais, fica um pouco cítrico, mais suave, mas finaliza de uma forma mais picante e seca do que o normal. O gelo acabou por deixá-lo mais amargo. Os whiskies de grão tomam conta. O final é seco e amargo. Acabou que o gelo deu uma desequilibrada na bebida, não funcionou.


Whisky preferido dos escoceses. Para mim, considero um whisky sazonal, daqueles em que o paladar vai mudando com o tempo.

No início de minhas degustações de whisky, considerei como meu whisky preferido, do dia a dia, quando cheguei a ter de uma vez só, oito garrafas, para não ter o perigo de ficar sem.

Mas o paladar vai mudando com o tempo e, hoje, não o considero mais um whisky que deva ser investido para o dia a dia. Para o meu paladar, se tornou amargo demais. Não sei se foi a sua composição que mudou com o tempo ou se foi meu paladar mesmo. A verdade é que ele não desce redondo como antes. As garrafas que sobraram serviram para presentear os amigos.

De qualquer forma, acredito que o The Famous Grouse seja um whisky coringa. Com ele se estará bem em qualquer ocasião. Num happy hour com os amigos, numa festa, na balada, num churrasco, num final de dia estressante. É um ótimo blend de excelente custo x benefício, superior aos standards comumente vendidos no mercado brasileiro.




The Famous Grouse Finest

Blend Teor Alc 40%


Carvalho e xerez no nariz, bem equilibrado com uma nota cítrica. Repleto de frutas de cores vivas. Limpo, com um final moderado e seco.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Destilaria Dalmore lança Single Malt de 50 anos para marcar meio século de Richard Paterson


O malte de luxo definitivo. A destilaria Dalmore está lançando um Single Malt excepcionalmente raro, um whisky de 50 anos finalizado em cascos de champanhe Domaine Henri Giraud para marcar os 50 anos na indústria de whisky de seu Master Distiller Richard Paterson.

Como a força criativa por trás de alguns dos lançamentos mais icônicos e inovadores do mundo, Richard Paterson é visto como o pioneiro da arte de maturação e acabamento em barril, o que tem sido fundamental para o sucesso da Dalmore.

Construido sobre as comemorações em torno do 50º aniversário de Richard, a edição limitada, The Dalmore 50 anos foi meticulosamente trabalhada em parceria com quatro outras casas de luxo lendárias, para servir como um tributo apropriado a cada ano de sua ilustre carreira.

Com mais de 50 decantadores lançados, o Dalmore 50 foi amadurecido em carvalho branco americano, barris de sherry Matusalem oloroso da renomada Gonzalez Byass Bodega e barris de vinho do porto provenientes da região do D'ouro em Portugal, finalizando por 50 dias em cascos raros de champanhe Domaine Henri Giraud.

Paterson não escolheu o barril de champanhe por acaso. Considerada uma das jóias escondidas da região, a propriedade da família Domaine Henri Giraud é regularmente elogiada por especialistas de todo o mundo e é uma das únicas casas de champanhe a ainda maturar seus vinhos em barris. Os barris selecionados têm uma intensidade única e complexidade aromática, dando o florescimento final de madeira necessária para criar esta expressão excepcional.

Para realizar este whisky exclusivo, os artesãos da prestigiosa casa de cristal francês Baccarat criaram hábeis decantadores de cristal, cada um dos quais será repousado dentro de uma caixa de apresentação projetada e trabalhada pelos fabricantes de móveis Linley.

Finalmente, cada decantador será adornado com um cervo de prata sólido, criado pelos ourives Hamilton & Inches, detentores do Royal Warrant.


A história do Dalmore 50 anos:
1966: o Dalmore new make começa sua jornada em cascos de carvalho branco americano ex-bourbon.
2003: o whisky em amadurecimento é transferido para tonéis de xerez Matusalem oloroso.
2012: o whisky é transferido para tonéis de Porto.
2016: em janeiro, o espírito é transferido para barris de Bourbon, uma vez que atingiu o seu perfil de sabor desejado, antes da finalização.
2016: em novembro, o whisky é finalizado em cascos de Domaine Henri Giraud Champagne por 50 dias antes do engarrafamento.

Notas de prova: (ABV 40%)
Aroma: pedaços de laranja caramelizadas e vagem de baunilha doce.
Paladar: marmelada, café torrado e chocolate.

Acabamento: amêndoas, cerejas pretas e alcaçuz macio.


Fonte: whiskyintelligence.com