Whisky

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quinta-feira, 8 de junho de 2017

Royal Salute lança nova edição de 21 anos: Polo Edition


Royal Salute revelou uma nova edição de 21 anos de idade, Polo Edition, com uma mistura mais delicada, projetada para ser apreciada durante o dia e como acompanhamento de ocasiões esportivas sofisticadas como o Polo, um esporte sinônimo de valores de luxo, tradição e prestígio.

Sandy Hyslop, diretor de blends da Royal Salute, desenvolveu a nova mistura de uma combinação de grãos perfumados e maltes frutados envelhecidos por um mínimo de 21 anos. O novo líquido incorpora os valores do Polo como esporte e estilo de vida: força, equilíbrio e finesse. Mais brilhante em textura e com notas de melão maduro e toffee cremoso, esta nova expressão é suave e sofisticada, proporcionando uma experiência de degustação duradoura, perfeita para desfrutar ao sol em entretenimentos ao ar livre.

O novo whisky escocês está alojado em garrafas de porcelana, artesanais, com o tema de Polo distinto, exclusivo para o whisky de edição limitada. O tom azul turquesa foi escolhido para imitar o céu azul e a grama verde do campo de polo tradicional. As garrafas são decoradas com cenas de jogadores de Polo em ação.

O Royal Salute Polo Edition será exibido em um evento de Polo em Cingapura em junho e estará disponível globalmente a partir de setembro a um preço sugerido de USD $ 140.


Fonte: whiskyintelligence.com


domingo, 4 de junho de 2017

World Whisky Day: parte 2


Continuando as comemorações do dia mundial do whisky participei, no último dia 20 de maio, de uma degustação muito bem conduzida pelo Mestre Mauricio Porto, do blog O Cão Engarrafado.


O evento foi realizado no Admiral's Place em São Paulo, bar anexo ao restaurante Sal Gastronomia, do badalado Chef Henrique Fogaça, um dos jurados do programa MasterChef Brasil.


Os rótulos apreciados foram o bourbon Woodford Reserve, o blended japonês Kakubin e os single malts Glenmorangie Quinta Ruban 12 Anos, Glen Deveron 16 Anos e Ardbeg Ten.

Cesar Adames, Mauricio Porto, Alexandre Tito, Michel Texier, Michel Hansen

Além da apresentação teórica sobre princípios de degustação e análise sensorial, produção, leitura de rótulos e curiosidades, as bebidas foram harmonizadas com queijos especiais, chocolates e salmão curado caseiro.

Cesar, Michel, Fabio (Gerente do Admiral's Place), Alexandre


As degustações dirigidas são uma ótima oportunidade para conhecer aromas e sabores, desenvolver novas percepções e aumentar o conhecimento sobre determinada bebida.

Neste evento, tive ainda o privilégio de rever velhos amigos e de conhecer aqueles que, até então, só havia tido contato através das redes sociais. Uma grata satisfação.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Desvendando Nº 55: Monkey Shoulder


O Monkey Shoulder é um whisky escocês triplo malte desenvolvido por David Stewart, o destilador mestre da William Grant. A primeira coisa a ser notada é a garrafa, com formato semelhante àquela bem característica da Balvenie, mas com três macacos subindo um no ombro do outro. O nome vem da lesão temporária que o movimento constante de mexer a cevada durante a maltagem causa no ombro (algo que os funcionários da William Grant ainda fazem).

O Monkey Shoulder foi desenvolvido pela empresa para atingir um público maior com o single malt e também para mostrar que o whisky pode ser ótimo para misturas de drinks.


Os três single malts que compõem o blend são Glenfiddich, Balvenie e Kininvie. Os maltes escolhidos amadurecem em barris de carvalho americano ex-bourbon de primeiro preenchimento, o que garante notas de baunilha suave. Os três maltes de Speyside são então misturados e embarrilados juntos para um casamento de 3 a 6 meses.


O que pude perceber:
Características: cor dourada, de médio corpo para encorpado.
Aroma: doce, frutado, mel e banana. Um pouco de baunilha e também um amadeirado. No fundo dá para sentir algumas notas picantes. Ervas podem ser sentidas bem como um caramelo, alguma coisa de passas, frutas secas, ameixas. Possui ainda um fundinho de chocolate. Nada da presença de álcool. Adicionando um pouco de água evidencia a banana, o chocolate, as ervas e o mel. A baunilha e o caramelo diminuem um pouco. A ameixa e as frutas cristalizadas continuam. O chocolate, que antes era um meio-amargo, agora está mais para ao leite.
Paladar: banana, especiarias, mel, caramelo, frutas cristalizadas, uma certa picância e baunilha, tudo misturado. Uma complexidade de sabores. É preciso ir com calma e desvendando aos poucos. Possui boa finalização, eu diria que média, picante das especiarias, com um pouco de baunilha e caramelo. Tem uma doçura para dar uma quebrada na picância. Estão presentes também, ainda na finalização, o chocolate e a banana. Com um pouco de água, chocolate ao leite, mel, banana e frutas cristalizadas. A madeira influencia um pouco mais agora.


É um whisky oleoso, bem estruturado e complexo. É formado por três single malts da famíla Grant's: Glenfiddich, Balvenie e Kininvie. Já dá para ter uma ideia da qualidade do produto. Infelizmente só é encontrado nas lojas Duty Free nos aeroportos internacionais. O preço é outro atrativo desta bebida, sendo um excelente custo-benefício.

Quem for viajar não pode perder a oportunidade de conhecer um blended malt muito bem feito. Mais uma prova de que, quando feito com cuidado, o sabor é o que importa, e não sua idade. Mas aí já estou entrando na seara polêmica dos whiskies NAS, assunto que rende horas e horas de bate-papo. Enfim, um excelente whisky que vale a aquisição.




Monkey Shoulder

Blended Malt Teor Alc 40%


Banana, mel, peras e pimenta-da-jamaica no nariz. Baunilha, noz-moscada, toques cítricos e frutas genéricas no palato. Final seco, seguido de pequena explosão de menta.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Blended malt


Em 1853, Andrew Usher, comerciante de bebidas com base em Edimburgo, lançou a primeira marca moderna de whisky escocês no mundo, Old Vatted Glenlivet. Presumindo que não havia spirit de grãos na mistura, hoje em dia, a bebida pode ser chamada de blended malt, definida pela Scotch Whisky Association como um “blend de whiskies escoceses single malt destilados em mais de uma destilaria”.


Tal definição foi acordada depois de muita discussão, quando a Diageo decidiu relançar o whisky de Speyside como um “puro malte”, em 2002. Ao deixar de ser um single malt, isso significava que outros maltes poderiam ser acrescentados ao Cardhu da Diageo para atender à demanda que surgia na espanha e talvez competir com a Glenfiddich pelo primeiro lugar entre os maltes. Os proprietários da Glenfiddich ficaram alarmados e lideraram uma campanha que provocou a maior tempestade da indústria do whisky nos últimos anos. Houve alegações de deslealdade, questionamentos no Parlamento e até um embaraçoso reconhecimento de erro por parte da Diageo.



Enquanto o Cardhu voltava a ser um single malt, a indústria precisou decidir que nomes dar a tais bebidas. No mercado, sempre foram conhecidas como vatted malts, embora se acreditasse que o nome tinha conotações industriais. “Puro malte” soou melhor para o pessoal do marketing, mas não foi aceito no meio. Por fim, depois de estudar durante meses, o comitê responsável chegou ao termo “blended malt”, embora muitos considerem que este nome apenas confunde ainda mais os consumidores.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

The Milk & Honey Distillery: primeira destilaria de Israel lança seu primeiro single malt


A espera para o primeiro whisky single malt em Israel acabou. No World Whiskey Day, em 20 de maio, a destilaria Milk & Honey engarrafou o primeiro barril em sua série experimental. As primeiras 391 garrafas do single malt entrarão em venda no final de junho.

Este é o primeiro whisky a ser produzido e engarrafado em Israel depois de envelhecer em barril por um mínimo de três anos. Por conseguinte, está em conformidade com a definição de whisky na Escócia e na maioria dos países ao redor do mundo. É o prenúncio do que ainda está por vir em relação ao whisky israelense, que é bem maduro, graças ao caloroso clima de Israel.


A destilação deste whisky histórico começou nos estágios iniciais da destilaria, mesmo antes de ser estabelecida em sua localização atual no sul de Tel Aviv, antes da compra do equipamento industrial atual. O whisky foi destilado em janeiro de 2014 em um armazém na região norte de Sharon, pelo destilador Tomer Goren, juntamente com o mestre destilador de renome internacional, o falecido Dr. Jim Swan, como parte de seu papel como consultor para a destilaria na época.

O líquido foi envelhecido por 31 meses em um barril de carvalho americano virgem de 225 litros e depois por mais sete meses em um barril ex-bourbon na destilaria em Tel Aviv.


As primeiras garrafas do whisky israelense irão à venda ao público em junho, distribuídas pela Hacarem em lojas selecionadas em todo o país. As vendas das primeiras garrafas da edição especial (números 1-100) começarão em 7 de julho de 2017 por 10 dias através de um leilão internacional especial.


Fonte: whiskyintelligence.com

terça-feira, 30 de maio de 2017

Lançado Kilchoman Loch Gorm edição 2017


Loch Gorm é o nome dado ao lançamento anual de edição limitada amadurecida em barril de xerez. A edição de 2017 é a sexta desta versão limitada e foi maturada exclusivamente em barris de Oloroso preenchidos em 2009. É a maior maturação do Loch Gorm até agora.

Cada garrafa de Kilchoman é engarrafada à mão em Islay com um mínimo de 46% ABV, permitindo que o caráter encorpado do whisky brilhe. Os barris de xerez são originários exclusivamente de Miguel Martin em Jerez, na Espanha. Os alambiques da destilaria estão entre os menores da Escócia, aumentando o contato com o cobre e criando equilíbrio e complexidade inigualáveis. O Kilchoman Single Malt é uma representação pura e não filtrada da destilação tradicional de whisky.

Notas de prova:
Nariz: notas de laranja e limão, rica turfa esfumaçada e frutas cozidas.
Paladar: rico, chocolate, canela e cravo combinado com fumaça de turfa.
Acabamento: longo e cheio, encorpado, com um equilíbrio de fumaça doce.


Loch Gorm é, sem dúvida, assertivo. No entanto, no meio da fumaça de turfa e do caráter distintivo do xerez, mantém uma certa sutileza.


Fonte: whiskyintelligence.com

segunda-feira, 29 de maio de 2017

World Whisky Day: parte 1

No último dia 17 fui convidado para participar de uma degustação guiada pela embaixadora da Chivas no Brasil, Minjung Kim, promovida pelo bar Charles Edward em São Paulo.


O Bar Charles Edward é considerado o precursor do ‘Clube do Whisky’ e realizou degustação especial em comemoração ao Dia do Whisky, que este ano aconteceu no dia 20 de maio (terceiro sábado do mês).

A noite agradável teve como anfitriã a simpática e atenciosa Renata Faila que apresentou o bar e deixou os convidados à vontade. Minjung Kim contou um pouco da história de cada um dos três rótulos da marca Chivas apresentados, Chivas Regal 12 Anos, Chivas Regal Extra e Glenlivet Founder's Reserve. Além disso, houve harmonização com pratos da casa, que também levam a bebida em seu preparo.


Sobre o Charles Edward:

O Charles Edward, tradicional bar do Itaim Bibi, é referência na noite paulistana e mistura a atmosfera de pub com o espaço e o conforto de uma casa de shows. Com programação dançante de pop rock de terça a sábado, o local é frequentado por apreciadores da boa música e de serviço de qualidade. O bar também oferece mais de 50 rótulos para os sócios do famoso Clube do Whisky, que podem curtir sua garrafa percorrer o bar sendo transportada por um caminhãozinho suspenso em um cabo de aço. Detalhes da decoração marcam a tradição do Charles Edward, como a porta de madeira maciça de 1930, vinda de um casarão na Argentina, bem como as duas farmácias de 1906 que sempre abrigaram os litros de whisky dos clientes pertencentes ao Clube. Dois lustres de 1928, vindos de um cinema da cidade de Santos, e os três Bonecos de papel marché, entre eles o Gaspar, símbolo da casa, completam o estilo do Bar, agora situada no número 1.400 da Av. Juscelino Kubitschek.




Dados retirados do site da empresa: www.barcharles.com.br

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Fatores que evoluíram e influenciaram o sabor do whisky.

Mudanças ocorrem em todos os ramos de trabalho. Novos estudos são realizados e novas tecnologias são incorporadas, tudo para facilitar os processos e até mesmo diminuir os custos de produção. Com o whisky não poderia ser diferente. Embora minimamente, algumas mudanças ocorreram nos últimos anos, o que acabou também por influenciar no sabor da bebida.

As mudanças que podem ser mais facilmente notadas envolveram três fatores:


Maltes

Cinqüenta anos atrás, muitas destilarias tinham seus próprios maltes. Isso lhes deu total controle sobre o processo de fabricação de whisky e permitiu-lhes desenvolver seu próprio caráter, determinando a duração do período de germinação, o nível de produção e rendimento. No entanto, é um trabalho intensivo, dispendioso e particularmente não muito eficiente. Então, muito dinheiro foi economizado quando a maioria das destilarias deixaram de fazê-lo e começaram a comprar o malte pronto, sem, no entanto, deixar de ter uma padronização dentro deste processo.

Curiosidade: destilarias que ainda usam seus próprios maltings: Springbank, Highland Park, Kilchoman e Laphroaig.

Fonte de calor

Antes da década de 1980, a maioria das destilarias usava alambiques alimentados diretamente, onde a fonte de calor, tipicamente carvão, turfa ou madeira, era colocada embaixo do alambique. A maioria mudou para o aquecimento interno, o que economiza energia e dinheiro, mas isso também mudou o caráter do whisky, o que fez com que whiskies feitos na década de 1970 diferissem da mesma expressão da mesma destilaria feita na década de 1980.

Curiosidade: a destilaria Glenfarclas tentou o aquecimento interno por três semanas em 1981 mas o caráter do espírito mudou completamente. Como resultado, é uma das poucas destilarias que ainda usa alambiques diretos, embora o gás seja uma fonte de calor mais eficiente.


Barris

O barril usado tem um grande efeito sobre o whisky final. O tamanho, a idade e o número de vezes que foi usado são alguns dos fatores que influenciam no sabor. Um barril de primeiro-preenchimento vai dar lotes de sabor dentro da primeira década, por isso é mais adequado para whiskies mais jovens, enquanto o espírito envelhecido em um barril de quarto-preenchimento vai causar menos reação entre a madeira e o espírito. A qualidade do barril também é importante. Os métodos de produção e o conhecimento do processo de envelhecimento melhoraram muito nos últimos 20 anos.

Curiosidade: a destilaria Glenmorangie é pioneira no uso de diferentes madeiras para a maturação do seu whisky.


Outras mudanças, mais técnicas, incluem novas cepas de fermento, mudança nos tempos de fermentação para produzir diferentes estilos de espírito e substituição dos trabalhos manuais por robôs.


Fonte: whiskyintelligence.com

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Highland Park de roupa nova

A destilaria Highland Park lança novas embalagens para refletir sua herança viking. O lançamento da nova embalagem faz parte de uma completa reestruturação da identidade global da marca.


A marca da ilha de Orkney tem uma história incrivelmente rica que remonta aos anos 800AD quando as ilhas foram conquistadas e governadas pelos reinos Viking da Dinamarca e Noruega. Embora Orkney tenha se tornado parte da Escócia em 1468, os orcadianos ainda sentem uma forte ligação com a sua herança Viking, tendo 1 em cada 3 deles o DNA escandinavo. De fato, desde a criação da marca em 1798, os single malts de Highland Park foram feitos pelos descendentes modernos dos Vikings e que ainda hoje são orgulhosos de suas raízes escandinavas.

Para os fãs de whisky, o primeiro ponto de contato com qualquer marca é a garrafa e a caixa em uma prateleira de loja. Então, foi criada uma nova garrafa e um novo design de embalagem que explica a linhagem Viking e por que o whisky de Orkney tem a “alma Viking”.

A inspiração para o projeto veio de um antigo 'Stavkirke' (igreja de madeira), um patrimônio mundial na pequena vila norueguesa de Ornes. A igreja de madeira é fortemente decorada com esculturas de madeira ornamentada que ficaram incríveis em uma garrafa de vidro. O resultado é um frasco bonito, pesadamente gravado que caracteriza uma ilustração de uma lenda Viking antiga: um leão travando uma longa batalha com as forças do mal na forma de serpente.

A nova embalagem inclui uma garrafa nova, mais ampla, um design de etiqueta metálica em relevo que complementa o vidro, com um logotipo de aparência contemporânea. A caixa para cada um dos whiskies da marca, 12 e 18 anos, também apresentam a lenda do antigo leão e serpente com detalhamento metálico em relevo, garantindo grande visibilidade e destaque na prateleira. Além disso, a indicação "Made with Pride em Orkney" no lado de cada caixa, como uma homenagem aos homens e mulheres que produzem o icônico e renomado single malt da marca.

O perfil de whisky para os premiados single malts Highland Park 12 e 18 anos permanece inalterado. No entanto, para cada edição tem sido dado um nome de sub-marca, dando uma identidade individual mais forte para cada whisky e como uma homenagem aos primeiros pioneiros Viking que se estabeleceram em Orkney, centenas de anos atrás.

Estas submarcas são inspiradas nas "Nove Nobres Virtudes" pelas quais viveu a comunidade dos Vikings:
  • Highland Park 12 anos - honra de Viking.
  • Highland Park 18 anos - orgulho de Viking.

As novas embalagens para o Highland Park 12 anos já começaram a aparecer nas prateleiras no Reino Unido e a embalagem do Highland Park 18 anos será lançada no final deste ano.


Fonte: whiskyintelligence.com

domingo, 14 de maio de 2017

Apresentando o Highland Park Valkyrie


Para os guerreiros vikings, a morte não era um fim, mas um começo glorioso. E tudo começou com as Valquírias.

A destilaria Highland Park acaba de apresentar o single malt Valkyrie Special Edition em parceria com o renomado designer dinamarquês Jim Lyngvild. Valkyrie é o primeiro de uma série de três lançamentos da Viking Legend, inspirados na rica história e mitologia viking.

Uma vez tendo sido parte da Dinamarca e Noruega, Orkney tornou-se o quartel-general da invasão dos Vikings noruegueses nos séculos 8 e 9, moldando um passado único para a ilha. Magnus Eunson, que fundou a Highland Park em 1798, era um descendente direto dos primeiros pioneiros vikings. Ainda hoje, 1 em cada 3 habitantes das ilhas Orkney carregam DNA escandinavo e compartilham um orgulho feroz pela rica ascendência nórdica tecida nas tradições e cultura das ilhas.

É este legado e a cultura duradoura a inspiração para Valkyrie, lançado em abril. Highland Park se associou ao designer dinamarquês Jim Lyngvild, ele próprio um Viking moderno e especialista em mitologia nórdica, para projetar novas e impressionantes embalagens para os três whiskies da edição especial.

O design exclusivo de Valkyrie é inspirado em duas importantes fontes nórdicas: um típico pendente Viking de cerca de 300-700AD descoberto em Uppland, na Suécia, e na antiga Pedra Hammar de Gotland, que detalha a viagem épica das Valquírias.

Em seu estilo distinto, Lyngvild interpretou a antiga lenda das Valquírias, anjos vingativos que cruzavam os campos de batalha em seus cavalos para resgatar os mais corajosos de seus guerreiros caídos, em uma ilustração expressiva.

Visivelmente diferente da embalagem preta e prata tradicional da Highland Park, o design imaginado mantém as referências constantes da destilaria ao design Viking enquanto atualiza os gráficos com uma estética mais arrojada e desenhada à mão.

Usando o detalhe metálico gravado, representa as Valquírias como as donzelas-escudo de Odin, oferecendo a seu deus uma bebida de hidromel de um chifre curvado. A ilustração maior caracteriza uma Valquíria com cabelo enrolado e um colar que presta homenagem ao Brísingamen, colar mágico da deusa Freya.

O whisky em si, criado pelo Whisky Maker Gordon Motion, entrega notas de fumaça, provenientes da tradicional turfa com urze. Isso cria uma nota fenólica mais rica, mais cheia, que tem equilíbrio devido ao caráter mais doce e úmido da turfa, uma ligeira lembrança do tradiconal Highland Park 12 anos.

Highland Park Valkyrie estará em mais de 15 mercados a um preço sugerido de venda de £ 55,00 a garrafa de 70cl e 75cl. Será o primeiro de três lançamentos da série Viking Legend, que terá ainda Valknut e Valhalla em 2018 e 2019.

Notas de prova:
Aparência: cor natural, brilhante, âmbar.
Nariz: maçãs verdes doces e limões amadurecidos.
Paladar: mistura encantadora de especiarias orientais. Impulsionado por barris de Carvalho Europeu ex-Xerez, barris de Carvalho Americano ex-xerez e barris de Bourbon, o perfil de sabor é baunilha cremosa com gengibre picante, doce e persistente fumaça com notas de alcaçuz.

Acabamento: requintadamente equilibrado, o longo e persistente final oferece ondas quentes de fumaça aromática e fruta ricamente amadurecida.


Fonte: whiskyintelligence.com

sábado, 13 de maio de 2017

O que é Blended Whisky?

Continuamos focados no blended whisky, por isso é hora de desvendá-lo e dissipar os mitos sobre o tipo mais popular de whisky no mundo.


A HISTÓRIA DO BLENDED WHISKY

Desde que o whisky era vendido nas lojas, havia misturas. Voltando nos dias em que o vidro era caro, os consumidores levavam sua garrafa vazia para o merceeiro local que iria enchê-la de um barril de whisky. Embora estes barris fossem muitas vezes de single malt, ao longo do tempo alguns comerciantes abasteciam o seu barril com qualquer whisky que podiam obter, criando maltes misturados. Algumas lojas tornaram-se famosas por seus whiskies misturados ao longo do tempo, guardando cuidadosamente a receita do whisky em seus barris para ter certeza de que fosse consistente e que cada garrafa comprada fosse semelhante.

Nos anos 1800, o brandy era a bebida de alta classe, o delicado Cognac era a escolha da aristocracia e o whisky escocês era considerado muito grosseiro. Em 1830, um irlandês chamado Aeneas Coffey patenteou um alambique que poderia produzir um estilo mais leve e mais delicado de whisky. Os comerciantes descobriram que se combinassem isso com seus single malts mais pesados, poderiam produzir um whisky mais elegante que chamasse a atenção dos bebedores de conhaque. E com isso, a idéia moderna de blended whisky nasceu.


Este é o berço das grandes marcas que vemos hoje. Enquanto o Usher's Old Vatted Glenlivet, criado por Andrew Usher, o pai da mistura moderna, ganhava popularidade, nomes de outras mercearias apareciam:
1. Johnnie Walker - criado por John Walker em meados da década de 1880 e originalmente vendido em sua mercearia em Kilmarnock.
2. Chivas Regal - o whisky mais recente da Chivas Brothers, em homenagem à loja Aberdeen onde a empresa começou.
3. Teacher's - uma tomada moderna no whisky criado por William Teacher e vendido na mercearia da família de sua esposa em Glasgow.
4. Ballantine's - nomeado por George Ballantine e sua loja de mantimentos de Edimburgo.


SINGLE MALTS SÃO MELHORES DO QUE BLENDS?

Simplificando: não, eles são diferentes. Embora muitos blended whiskies sejam mais baratos do que single malts, oferecendo uma entrada acessível para o mundo do whisky escocês, isso não significa que single malts sejam melhores bebidas. O blended whisky tem uma enorme variedade de sabores, como seria de esperar de algo criado misturando whiskies de diferentes destilarias, e pode rivalizar com single malt não só pela complexidade e sabor, mas também pelo preço.


Com o blended whisky é onde a maioria das pessoas começa sua viagem de whisky e com cerca de 90% das vendas de whisky em todo o mundo sendo blends, é o tipo de whisky que a maioria das pessoas bebe. É fácil para os fãs de single malt descrevê-los como baratos e desinteressantes, mas se cavar um pouco mais profundo, encontra-se uma grande variedade de blended whiskies à espera de serem descobertos.


Fonte: thewhiskyexchange.com

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Por que o blended é essencial na indústria do whisky?

Todos misturam. Isto não é bem conhecido nem bem entendido, mas na Escócia todos misturam, até mesmo os produtores de single malt. Através da mistura, os maiores whiskies da Escócia são feitos, seja o whisky classificado como single malt, single grain ou um dos três tipos de blended Scotch whisky (não estão incluídos os engarrafamentos single casks, que representam uma quantidade minúscula).

Quando um apreciador de whisky realmente entende o que é misturar um whisky escocês, este conhecimento desbloqueia novos mundos. A razão pela qual todos os whiskies se misturam é que isto fornece ao whiskymaker uma plataforma imensa para a criatividade.

A mistura é como o perfil de sabor de seu whisky favorito é trazido à vida. É como esse whisky é produzido consistentemente ano após ano. A mistura é também o que torna o whisky escocês dinâmico num mercado de bebidas espirituosas em constante mudança, porque a mistura é fundamental para a forma como os novos produtos são formados.


AULA DE HISTÓRIA

Aenas MacDonald, em seu livro Whisky da década de 1930, comenta a consistência que a mistura trouxe para o moderno whiskymaker: "A mistura tornou possível fazer um whisky que se adequasse a diferentes climas e diferentes classes de patronos".

Misturar whiskies de diferentes destilarias tornou-se uma solução criativa para combinar whiskies de malte mais pesados, que na época não se adequavam aos gostos da maioria das pessoas, com whiskies de grão mais leves. Esta combinação de whisky de malte e whisky de grãos é o que hoje chamamos de blended Scotch whisky e representa cerca de 90% da produção de whisky escocês.

O whisky escocês é considerado complicado por muitas pessoas. Existem cinco categorias legalmente definidas:
  • Blended Scotch Whisky: uma combinação de barris de whiskies single malt e whiskies single grain.
  • Blended Malt Scotch Whisky: uma combinação de barris de whiskies single malt de diferentes destilarias.
  • Blended Grain Scotch Whisky: uma combinação de barris de whiskies single grain de diferentes destilarias.
  • Single Grain Scotch Whisky: um whisky de grãos de uma única destilaria, geralmente uma combinação de barris.
  • Single Malt Scotch Whisky: um whisky de malte de uma única destilaria, geralmente uma combinação de barris.
Quase todos os whiskies escoceses, incluindo os single malts, são combinações de barris. Para cada single malt ou single grain produzido, há alguém responsável por misturar os barris para cada engarrafamento para garantir a consistência. Destilarias de whisky escocês usam uma variedade de barris, cada um aromatizando o whisky em sua própria maneira. Para gerenciar a consistência, uma receita é mantida por uma pessoa encarregada de misturar os ingredientes em um determinado produto: as quantidades de whiskies componentes de diferentes tipos de barris, bem como aqueles de diferentes idades. Se é um blended whisky, parte da receita inclui as quantidades de whiskies de diferentes destilarias. Se é um single malt ou um single grain, todos os componentes vêm de apenas uma destilaria.


MIRÍADE DE ESTILOS

O potencial criativo da mistura de whiskies é quase ilimitado. Há mais amplitude de estilo no whisky escocês do que qualquer outro espírito no mundo. Em todas as mais de 100 destilarias escocesas hoje, existem whiskies de grãos que variam em sabor, de limpo e leve a ricamente abaunilhados, e whiskies de malte que executam um vasto espectro de sabores, de frutado e floral a pesado em turfa. Sobreponha tudo isso com a diferença de idade entre os whiskies. Whiskies mais jovens para o caráter da destilaria e whiskies mais velhos para complexidade e profundidade. É esta tremenda variedade de estilo que torna o whisky escocês tão atraente.

O que as cinco categorias não dão é uma indicação do sabor a esperar na garrafa. Pode haver uma variação enorme no sabor entre duas liberações de single malt da mesma destilaria. Além disso, a maturação adicional empresta outro componente complexo ao sabor global. Através da mistura, as destilarias são capazes de criar um vasto universo de estilos em qualquer categoria.

Para criar um whisky, parte-se de uma idéia para o estilo e, possivelmente, uma ocasião para ser bebido. Olha-se para o inventário de whiskies e escolhe-se os barris que se acredita que pode contribuir para o estilo de whisky que se tem em mente. Se a destilaria é de single malt, olha-se no armazém de whiskies de várias idades, envelhecidos em diferentes tipos de barril. Se é uma casa de blending, onde usa-se whiskies de várias destilarias, olha-se através do inventário de barris. Em ambos os casos, tira-se amostras e, ao longo de muitas semanas ou meses, mistura-se pequenas quantidades de protótipos de receitas, uma iteração após outra, para tentar alcançar o estilo que se tem em mente. Mistura-se. Cria-se.

Os componentes da mistura permitem que se produza camadas de sabores, para equilibrar os sabores pesados, para criar complexidade. É como no mundo do vinho. Um vinho tinto de Bordeaux é tipicamente uma combinação de variedades de uva: Cabernet Sauvignon, por sua profundidade de sabor e estrutura tânica; Merlot pelo seu caráter de fruta; e pequenas quantidades de Petit Verdot ou Cabernet Franc para sua fragrância.


Há quem diga "isso é apenas um blended". Mas a mistura é uma plataforma para a criatividade. A imagem do blended tem sido manchada pelo caráter aborrecido de tantos whiskies baratos. Isso é lamentável, mas também há alguns single malts que aborrecem.


Fonte: thewhiskyexchange.com

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Johnnie Walker Blenders Batch Bourbon Cask & Rye Finish, novo blend de edição limitada da série de whiskies experimentais de Johnnie Walker


A Diageo anunciou que Johnnie Walker, marca de whisky nº 1 no mundo e a maior marca em vendas no varejo de viagem, lançou Johnnie Walker Blenders Batch Bourbon Cask & Rye Finish, uma nova e inovadora adição à sua série de whiskies experimentais: Johnnie Walker Blenders Batch. Como edição limitada, o novo scotch só estará disponível em um pequeno número de mercados selecionados, incluindo o varejo de viagem.

Uma experiência arrojada em sabor, a nova edição foi extraída de mais de 200 amostras de whisky, envelhecidas em barris de bourbon de primeiro enchimento e finalizados por até seis meses em barris de centeio. Apresentando whiskies de apenas cinco destilarias, incluindo Dufftown e agora a fechada Port Dundas, é um whisky escocês rico e quente, com uma doçura intensa de mel.

Este whisky faz parte do portfólio experimental da Johnnie Walker, a Blenders Batch, uma série de whiskies escoceses de edição limitada, criada como resultado de centenas de experimentos de sabores realizados por uma pequena equipe de blenders na casa da marca.

A gama de lotes da série trás à tona a habilidade e interminável busca de sabor que impulsiona a equipe de blenders, liderada pelo Master Blender Dr. Jim Beveridge, um homem cuja viagem pessoal de fazer whisky começou há mais de 40 anos. Este whisky é inspirado no tempo que Beveridge passou misturando bourbons e ryes em Kentucky na década de 1990.


Bourbon Cask & Rye Finish é um rico, doce, intensamente suave e meloso whisky escocês, com o apimentado e baunilha característicos, geralmente associado com o icônico Black Label. O melhor do scotch associado ao melhor dos sabores tradicionais de whisky americano.

Os blenders de Johnnie Walker também pensaram "na parte de trás do bar" ao fazer este whisky, assegurando que os bartenders e os fãs de whisky em casa tenha o líquidos perfeito à mão para servir bem, com gelo, ou como um coquetel à base de whisky.

A edição limitada Johnnie Walker Blenders Batch Bourbon Cask & Rye Finish é o segundo lançamento da série Blenders Batch, inspirado no sucesso recente de Johnnie Walker Select Barrels Rye Cask Finish. Está disponível em lojas selecionadas de varejo de viagem no mundo todo, a um preço sugerido de venda de US $ 52,50 / £ 32,00 para uma garrafa de 1 litro.


Fonte: whiskyintelligence.com


terça-feira, 9 de maio de 2017

Como as destilarias estão lidando com os “ingredientes” do whisky?

Olhando para os três principais ingredientes naturais que contribuem para a produção da bebida, alguns dos famosos nomes da indústria do whisky já estão tomando medidas para garantir que tenham suprimentos nos próximos anos.


1. ÁGUA
A água é a alma de qualquer destilaria, o componente que se mistura com levedura e cevada moída no líquido fermentado, o wash, que por sua vez se torna um espírito depois de ser destilada. Não é por acaso que os famosos nomes de Speyside localizaram suas destilarias pelo terceiro rio mais longo da Europa: o Spey. É importante que se preste atenção à quantidade de água utilizada, como as empresas tratam os rios e corpos de água, e até mesmo reciclagem (aterros contribuem para a poluição dos rios e riachos). A Talisker percebeu isso e faz um exemplo notável de não usar água doce da Ilha de Skye mais do que ela precisa. Em vez disso, usa água do mar perfeitamente boa como um líquido refrigerante durante o processo de produção.


2. CEVADA

Cevada é o produto normalmente importado para a destilaria de campos longínquos e usado como o principal produto base para o whisky. Alguns cultivam mais responsavelmente do que outros, assegurando-se de que reutilizam seus resíduos, minimizam volumes e reduzem o nível de pesticidas. A Glenfarclas é apenas uma das muitas destilarias que usa a cevada de forma responsável, redistribuindo-a de volta para o ecossistema (uma vez moída, triturada e fermentada), fornecendo aos agricultores alimento para o gado, conhecido como "draff". Outros (como Kilchoman) vão um passo adiante e cultivam parte de sua cevada no local, ajudando a controlar volumes e reduzir as emissões de carbono, causado pelo transporte de cevada.


3. MADEIRA

O produto final que é concedido pela natureza, as árvores (e a madeira) são responsáveis por dar ao espírito claro a sua cor, complexidade, aroma e fascínio. A Glenmorangie entendeu as ameaças do corte irresponsável e desenvolveu uma política de madeira. Para seu whisky Astar, foi mais longe, culminando com a compra de um grande lote de terras florestais nas montanhas Ozark, Missouri (onde a madeira é originária). Isso lhes permite acompanhar de perto a cadeia de suprimentos, desde o plantio, colheita, uso de bourbon e eventual transporte para a Escócia, onde o envelhecimento do Astar começa, e é um exemplo positivo de uma destilaria que tomou medidas para proteger os recursos naturais que entram no whisky.


Fonte: thewhiskyexchange.com


domingo, 30 de abril de 2017

3° aniversário

E já se passaram três anos de estudo, aprendizado, degustações, diversão e aquisição de novas amizades. Hoje o blog Desvendando Whisky completa três anos de existência.

Um brinde

Tudo começou com uma curiosidade e uma constatação: a curiosidade sobre a bebida e a constatação de não haver na internet, em língua portuguesa, onde encontrar informações sobre ela. Assim como eu, outras pessoas na mesma situação poderiam ter a mesma necessidade de conhecer mais a respeito da bebida e não ter onde buscar informação. Aí veio o pensamento: e se eu mesmo pudesse disponibilizar o material?

Obviamente que outros pensamentos vieram à mente. Como disponibilizar informação se nem mesmo as possuo? Como ter um ponto de partida? Foi então que adquiri meu primeiro livro sobre whisky, O Livro do Whisky, de Charles MacLean. Mas era um livro praticamente dedicado à notas de degustação. Eu queria mais conteúdo. E assim, comecei a caçar em livrarias os livros disponíveis sobre o assunto. E encontrei muitos bons livros.

Cerveja e Licor de Whisky

O segundo desafio foi: como falar sobre uma bebida que não é muito bem explorada no mercado brasileiro? Como adquirir exemplares? E assim, comecei agora a caçada por exemplares de whisky para poder falar com propriedade, experimentando. Para isso, contei com a ajuda de vários amigos, que ou traziam de viagens, ou convidavam para degustações, eventos, etc.

O terceiro desafio, e talvez o mais difícil deles: como escrever e passar credibilidade aos leitores. Neste momento me veio à mente as palavras de um colega: “na vida, você só não é aquilo que você não quer ser”. Então eu quis ser um conhecedor de whisky. E comecei a aprender escrevendo sobre whisky. O blog me ajuda muito neste sentido, pois o caminho é árduo e estou apenas no começo.

Wild Turkey 101, BenRiach Curiositas 10 Anos, Grant´s Oxygen 8 Anos, Grant´s Carbon 6 Anos

Inicialmente uma ferramenta de transmissão de conhecimentos, tornou-se, com o tempo, uma ferramenta de aproximação de pessoas com o mesmo interesse. Amizades foram surgindo, grupos foram criados, encontros foram promovidos. Paralelo a tudo isso, novos blogs e canais foram surgindo. Todos agregando e complementando um ao outro. Embora com estilos e apresentações diferentes, o objetivo é o mesmo: informar e trocar experiências. E tive a honra de conhecer cada um deles.

Aproveito a oportunidade também para esclarecer, e é sempre bom deixar bem claro, que tudo o que se escreve em um blog, principalmente no que tange às degustações, nada mais é que uma percepção pessoal do degustador, que descreve o que sente baseado em suas experiências. Então, por óbvio, as impressões pessoais variam de pessoa para pessoa, e o que funciona para mim pode não funcionar tão bem para outro e assim por diante. Gosto não se discute. Então, apesar de servir como uma baliza e um primeiro contato com determinado tipo de produto, nada do que for escrito substituirá a experimentação por parte de cada pessoa. Cada um deve experimentar e tirar suas próprias conclusões, descobrir o que funciona e o que não funciona para o seu paladar.

Cohiba Esplendidos e Partagas Coronas Senior

Para não ficar na mesmice, muito didatismo e notas de degustações, procurei na medida do possível colocar notícias da Escócia, de lançamentos e inovações na indústria do whisky. Claro que, muitos destes lançamentos não passam nem perto aqui do Brasil mas, vivemos num mundo onde as viagens ficaram mais fáceis, então, se não nós mesmos, sempre tem alguém que faz uma ou outra viagem para o velho mundo e, quem sabe, possa trazer na bagagem uma destas preciosidades.

Além disso, cresce muito a importância dos debates, da troca de opiniões, da promoção de encontros de degustações para um bom bate papo. Nesta linha de pensamento, e para coroar o aniversário de três anos, tive a sorte de reunir em minha casa, no último feriado, mais precisamente dia 21 de abril, grandes amigos para uma conversa amigável regada a cerveja, charutos, petiscos e, é claro, whisky. As fotos deste post ilustram um pouco deste encontro.

Michel, Michel, Giovanni e Rony

Estiveram presentes, vindos diretamente do Chile, os amigos Michel Texier e Rony Núñes Mesquida, grandes conhecedores de bebidas em geral e charutos, e o colega e apreciador de charutos Giovanni Kogempa Zattoni. Foi uma noite memorável, com muita descontração e troca de conhecimentos incríveis, o que fez com que não víssemos a hora passar e ficássemos até quase o amanhecer.


Espero que estas experiências se repitam e que eu possa cada vez mais ter conteúdo para desenvolver aqui no blog pois, apesar de ser um hobby, é onde aprendo bastante. Um abraço a todos e continuem acompanhando.

terça-feira, 18 de abril de 2017

Highland Park lança Rebus 30


A destilaria Highland Park anunciou os planos para colaborar com a lenda britânica, autor de histórias de crimes, Ian Rankin, marcando o trigésimo aniversário de John Rebus, uma das criações mais amadas da ficção científica.

Para ajudar a iniciar a celebração em grande estilo, está sendo produzida uma edição muito especial do Highland Park, o Rebus 30, um single malt de 10 anos que estará disponível para os fãs de Rebus.

Dez anos atrás, quando Ian comemorou o 20º aniversário da publicação do primeiro “Inspector Rebus”, foi convidado para visitar a destilaria em Orkney, onde ele escolheu um único barril especial. O perfil de sabor do whisky foi escolhido de acordo com o que Ian sentia que Rebus preferiria, barril nº 3272, era "escuro, complexo e com um acabamento longo”.

Para comemorar o Rebus 30, o desafio foi criar um single malt de 10 anos para um detetive icônico que realmente se destacasse. O resultado é impressionante, um tributo para aqueles com um forte espírito independente e que conhecem a sua própria mente.

Os fãs de Rebus e Highland Park poderão comprar este engarrafamento comemorativo por £ 30 a garrafa de 70cl que será entregue a tempo para o lançamento do RebusFest no final de junho de 2017.

Notas de prova : Highland Park Rebus 30 10 anos, 40% ABV:
Cor: natural.

Aroma e sabor: frutas cítricas maduras e baunilha cremosa com uma pitada de molho apimentado.


Fonte: whiskyintelligence.com

domingo, 16 de abril de 2017

Glenmorangie lança Pride 1974, seu whisky mais velho e também o mais rico


Um dos mais prestigiosos single malts já criado por Glenmorangie foi revelado neste mês. Com base no sucesso dos engarrafamentos exclusivos de Pride 1981 (lançado em 2011) e Pride 1978 (lançado em 2014), agora temos o lançamento de Pride 1974.

Feito pelo Dr. Bill Lumsden, a nova edição de 41 anos foi estabelecida em 30 de outubro de 1974 em combinação de barris ex-bourbon e ex-butts de xerez Oloroso, e deixada maturando até alcançar o seu pico, depois de mais de quatro décadas.

Glenmorangie Pride 1974 é o mais antigo e mais profundo Glenmorangie já lançado. Sua idade empresta ao whisky uma intensidade enriquecida, suportada apenas por uma lenta e paciente maturação. O resultado é uma mistura requintada de vinagre balsâmico, caramelo salgado e laranja, rico em especiarias, levando a sabores de maçãs assadas, caramelo, laranja e açúcar mascavo.

É o terceiro lançamento de edição limitada da coleção Pride, que exibe os mais raros e apreciados maltes da destilaria. Engarrafado em 52% ABV, será lançado em maio com um preço sugerido de venda de £ 7.200. Apenas 503 decantadores estarão disponíveis em todo o mundo.

Notas de Prova: Glenmorangie Pride 1974, não filtrado a frio, 52% ABV.
Cor: mogno.
Nariz: aromas maravilhosos, profundos, ricos, salgados e picantes. Caramelo salgado, trufas de chocolate. Sorvete com rum e passas, e uma sugestão de vinagre balsâmico envelhecido. Três ou quatro gotas de água libertam vapores complexos, com brioche, levedura, biscoitos de gengibre e laranja, finalmente dando lugar a mais sugestões de brioche, pão cozido e madeira de cedro.
Sabor: para um whisky de tal idade, o paladar é suave, levando a sabores surpreendentemente vibrantes de maçãs assadas, laranjas, mel e mentol. Aparecem ainda toffee, melaço, creme e especiarias, cravo e anis.

Acabamento: o sabor residual é persistente, mas suave, com nozes, couro, creme e café latte cremoso.


Fonte: whiskyintelligence.com

sábado, 15 de abril de 2017

Barris de whisky, tudo o que se deve saber


É sabido que o whisky obtém muito de seu sabor da madeira que o envelheceu. Muitos tipos diferentes são usados criando muitas variáveis. Alguns pontos-chave são observados:
  • O número de vezes que o barril foi usado - quanto mais vezes, menos sabor será transmitido;
  • O tamanho do barril - quanto maior for a relação superfície do barril / quantidade de whisky, maior o sabor do whisky;
  • O tempo no barril - mais tempo significa mais extração de sabor;
  • A intensidade do espírito - um estilo mais leve terá mais influência da madeira do que um mais pesado.

Tipos comuns de barril

Bourbon

Os barris de Bourbon são os mais comuns usados para o whisky escocês. Tudo depende da oferta e da demanda. Por lei, o bourbon deve ser envelhecido em barris novos, o que significa que após a sua primeira utilização já não pode mais ser utilizado para o próprio bourbon. Eles também são baratos em comparação com outros tipos de barril, o que leva à alta demanda da Escócia (e outras destilarias ao redor do mundo). Os barris de bourbon conferem o clássico estilo doce e frutado, juntamente com notas de côco e baunilha.

Xerez

Os tonéis de xerez (geralmente cerca de 500 litros) são muito populares, mas são muito caros (até 10 vezes o custo de um barril de bourbon). Muitas destilarias escolhem não usar (ou não podem) regularmente. Barris com os principais estilos de xerez são utilizados para o envelhecimento do whisky, como o doce Pedro Ximénez ou o rico e também mais comum, Oloroso. Em geral, adicionam notas de chocolate, laranja e frutas secas.

Porto

Os barris de Porto mais comuns utilizados para o whisky são o rubi, embora tawny e branco também sejam usados, com este último adicionando uma riqueza e secura refrescante. As barricas usadas com os vinhos vermelhos do Porto adicionam notas de morango e de framboesa. Mostram também um equilíbrio entre os sabores picantes secos, cravo e noz-moscada com frutas vermelhas.

Rum

Um tipo menos visto (e mais raramente ainda em uma maturação completa), barris de rum adicionam frutas tropicais e muita doçura ao whisky. Produzem notas de maçã verde, pera, manga, fudge e crème brûlée.

Vinho

Barris de vinho variam de seco para doce, vermelho e branco. Os barris de Sauternes acrescentam doçura e notas de fruta melada, enquanto que o vinho branco seco, especialmente barris de Chardonnay, adicionam uma textura amanteigada. Devido ao tanino no vinho tinto, este confere secura e notas frutadas. Há uma integração entre frutas vermelhas secas, terra, fumaça e notas subjacentes de uva.


Outros tonéis usados:

Madeira

Um vinho fortificado da ilha do mesmo nome, estes tonéis adicionam especiarias extras e notas de fruta escura, juntamente com secura ou doçura dependendo do estilo da Madeira.

Marsala

Os envelhecimentos de whisky em cascos de Marsala são raros. Este vinho rico, fortificado da Sicília, pode ser seco ou doce, em ambos os casos adicionando complexidade e especiarias extras.

Carvalho novo (virgem)

Muito raramente utilizado para maturação completa, pois transmite sabores poderosos e picantes que podem sobrecarregar o espírito. É útil para acabamento, onde o tempo extra pode adicionar uma camada de complexidade, especialmente para whiskies de longa duração.

Conhaque

Um dos tipos de barril mais raros. Barris de Cognac são feitos de carvalho francês Limouisin e adicionam aromas de frutas perfumadas.

Muitos outros tipos de barril são usados para o envelhecimento do whisky. Alguns deles funcionam muito bem, como os barris de cerveja, resultando em um whisky deliciosamente floral e frutado. Outros, nunca deveriam ser tentados novamente, como um certo Fishky, finalizado em barris de arenque. Por certo é que se deve experimentar uma variedade de whiskies envelhecidos em barris diferentes para ver qual estilo combina com você.


Fonte: blog.thewhiskyexchange.com

quarta-feira, 12 de abril de 2017

O melhor malte do mundo é Craigellachie


John Dewar & Sons Ltd tem o prazer de anunciar que Craigellachie 31 anos foi premiado como Melhor Single Malt do mundo no World Whiskies Awards 2017, realizado pela Whisky Magazine, a principal autoridade sobre o assunto.

A cerimônia anual de premiação aconteceu no Hotel Waldorf em Londres. A WWA é um dos principais programas de premiação na indústria do whisky. Um apreciado painel de peritos de whisky reconhecidos internacionalmente considerou Craigellachie 31 Years Old como o melhor whisky single malt do mundo, vencendo a competição entre centenas de concorrentes de todo o mundo.

O Craigellachie 31 foi lançado inicialmente em setembro de 2014, o que torna o feito altamente notável para um whisky que só está disponível no mercado a menos de três anos. Todavia, desde o seu lançamento, Craigellachie tem uma grande reputação no comércio e com conhecedores de whisky, é muito procurado e admirado, e o prêmio agora é um verdadeiro testemunho disso.


Craigellachie 31 anos é descrito como equilibrado, suave e rico, com um redemoinho de fumaça e enxofre acentuando os frutos suntuosos de kiwi e abacaxi. No paladar, sabor de couro e tabaco emergem, com um toque de consommé de carne.


Fonte: whiskyintelligence.com

sábado, 8 de abril de 2017

Desvendando Nº 54: Dalmore Valour


A destilaria Dalmore foi tratada aqui no blog quando do review do Dalmore 12 Anos. Quem quiser conhecer a história da destilaria que produz excelentes whiskies, basta clicar aqui.

O Dalmore Valour foi feito inicialmente como uma exclusividade do varejo de viagem. Quem tivesse a oportunidade de viajar e passasse pelo Dutty Free, poderia encontrá-lo. Hoje, algumas lojas já o oferecem. Maturado inicialmente em barris de carvalho branco americano ex-bourbon, o spirit é então transferido para barris que anteriormente continham o vinho xerez oloroso Matusalem de 30 anos. Todos barris de primeiro preenchimento. Finalmente, passa por um processo de refinamento em barris de vinho do Porto, da região do Douro em Portugal. Então, é um whisky com um processo de maturação em três madeiras diferentes, o que podemos traduzir em aromas, sabores e bastante complexidade.


O que pude perceber:
Características: cor âmbar, encorpado.
Aroma: amadeirado, adocicado, picante, com especiarias. Frutas cristalizadas como passas e ameixas secas. Baunilha juntamente com um caramelo cremoso. Frutas cítricas também aparecem, como laranjas e abacaxis. O frutado realmente é bastante presente, também com notas de figo. Indo além, pode-se sentir biscoito, amêndoas e chocolate amargo. Com um pouco de água, evidencia a baunilha e o amadeirado. Notas de maçã aparecem. As frutas cristalizadas continuam presentes, assim como as notas de chocolate e nozes. Caramelo e especiarias também se fazem sentir.
Paladar: amêndoas, chocolate e biscoito se confirmam. Frutado, cítrico, com laranjas doces e abacaxi. Depois aparece uma certa picância de especiarias e um amadeirado. Tem uma finalização um tanto quanto longa, puxando para baunilha e nozes. Se no olfato o caramelo e as especiarias são evidenciadas com a adição de água, no paladar estes sabores são um pouco camuflados, prevalecendo o chocolate, a baunilha, as amêndoas e o amadeirado. A finalização continua longa, mas menos picante.

Novamente achei que o whisky não merecia a adição de gelo para apreciá-lo, uma vez que ele se sai muito bem puro e também com a adição de um pouco de água. É uma bebida suculenta, oleosa, que preenche a boca, bem agradável.

É um whisky bastante aromático e saboroso. Apesar de não ter idade definida (é um NAS), dá um banho em muitos single malts com declaração de idade. Um exemplar que eu gostaria de ter sempre em minha coleção.






Todo o processo que envolve a sua criação, com o uso de três madeiras diferentes, entrega grande valor e complexidade ao whisky. Será que daí surgiu o seu nome?