Whisky

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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Desvendando Nº 12: White Horse

Em seu auge, o White Horse era um dos dez melhores whiskies do mundo e vendia mais de 2 milhões de unidades por ano. O gênio responsável pela bebida era “Restless Peter” Mackie, que assumiu a empresa da família em 1890 e era descrito na época como “um terço gênio, um terço megalomaníaco e um terço excêntrico”. O White Horse ainda é comercializado em mais de 100 países, inclusive uma versão de luxo 12 anos, chamada White Horse Extra Fine. Contém 40% de whiskies de malte em sua composição, onde destacam-se Lagavulin, Talisker, Glen Elgin, Craigellachie e Linkwood.

Curiosidade: o nome "White Horse" vem de uma hospedaria antiga em Edimburgo, frequentada por renomados cavalheiros, que partiam com destino a Londres.


O que pude perceber:

Aroma: aroma de malte, forte, defumado. Logo de cara o álcool se sobressai. Depois que o álcool passa, pode-se sentir o aroma de biscoito de água e sal. Com um pouco de água, suaviza um pouco, no que se refere ao álcool, e acentua o cheiro de defumado. Com gelo, o primeiro aroma que senti foi um mentolado, fresco. Permanece o cheiro do malte, mas fica mais suave.

Paladar: o álcool forte não se confirma no paladar, para minha surpresa. Ele fica sutil. Dá para sentir o gosto de biscoito, bem crocante. O final é relativamente longo. No início, chega a ser macio, sedoso. Porém, é no final seco e longo que predomina o retro gosto de álcool, mas não a ponto de desagradar. Sutil, como falei. Sente-se no final um pouco do gosto de cereais e também um pouco de fumaça. Com um pouco de água, o sabor permanece o mesmo, porém, agora, um pouco mais caramelado. O final continua longo. Com uma pedra de gelo, permanecem os mesmos sabores.

Possui a cor dourado claro e corpo de médio para encorpado. Outro whisky que me surpreendeu por não senti-lo tão agressivo quanto eu supunha. Pensei que seria forte e amargo. Não é. Possui também um final longo, esfumaçado, persistente e agradável. É uma característica que aprecio nos whiskies, a presença da turfa, com seu sabor característico (herança do Lagavulin em sua composição). Possui um excelente custo benefício, já que pode ser encontrado na faixa dos R$ 60,00 ou até menos. Comprei o meu, para experimentar, numa versão alternativa, de 500ml, custando R$ 26,00.


White Horse


Blend Teor Alc 40%


O White Horse preserva o sabor da Lagavulin, assistido por maltes renomados de Speyside. Tem estilo com seu final longo; um blend de grãos crocantes, malte limpo e turfa terrosa.


Saúde.









Fonte: o livro do whisky, wikipedia

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Francês tatua 25 garrafas de whisky J&B

CADA UM DOS RAROS ARTIGOS LEVOU 20 HORAS PARA FICAR TOTALMENTE PRONTO


J&B Le Sphinx (Foto: divulgação)

Um tatuador francês, Sébastien Mathieu, dono do estúdio Le Sphinx, em Paris, tatuou 25 garrafas de whisky da marca J&B. Cada uma delas levou 20 horas para ficar pronta. As garrafas e as caixas de madeira que a envolvem foram cobertas com um material de látex, e a cor da pele humana foi aplicada nas peças para reforçar o efeito que a tinta causou no design.

A graça da parceria entre a Le Sphinx, uma das tatuadoras mais famosas de Paris, e a J&B é que tanto a tatuagem quanto a marca de whisky surgiram mais ou menos no mesmo período e no mesmo lugar.


A tatuagem ganhou notoriedade em 1862, quando foi feita em membros da realeza britânica, e a companhia foi fundada em 1749 em Londres, quando ainda era chamada de Johnson & Justerini. Alfred Brooks a comprou em 1831 e pôs “seu B” no nome.


Fonte: gq.globo.com

domingo, 21 de setembro de 2014

Alambiques

Antigamente apenas pequenos potes de barro, os atuais alambiques são enormes aparelhos de cobre reluzente, artefatos quase esculturais.


A destilação, arte milenar praticada pelos egípcios desde 3000 a.C., era feita em potes de barro que dirigia os vapores ascendentes para uma câmara de ar resfriado no final do tanque. Com o passar do tempo, os produtores procuravam maneiras de criar alambiques que possibilitassem métodos mais rápidos e contínuos de destilação. O primeiro foi inventado por Robert Stein, da destilaria Kilbagie, em 1827. O alambique de Aeneas Coffey, inventado em 1830, melhorou o modelo anterior. Em 1860 Coffey já tinha refinado seu alambique com a utilização de cobre em vez de madeira, o que é feito até hoje.

Dos métodos de destilação atualmente em uso, o que se serve do alambique de cobre é o mais tradicional. O desenho básico de um alambique mudou pouco ao longo dos séculos. É um pote, ou caldeira, de cobre arredondado e aquecido por baixo. O cobre é o material ideal por ser um bom condutor de calor e por ser fácil de moldar; além disso, reage quimicamente com o destilado, removendo compostos indesejados de enxofre.


Para se chegar a um whisky aceitável, o cobre do alambique purifica o spirit. O metal age como catalisador, extraindo compostos sulfúreos de odores desagradáveis e óleos fúseis pesados. O cobre também contribui para a criação de sabores frutados e da fragrância desejada. Quanto mais contato o vapor do álcool tiver com o cobre, mais puro e claro será o spirit.

Quando o vapor sobe durante a destilação, grande parte condensa no interior do alambique e, aos poucos, escorre de volta para ser fervido novamente. Isso se chama refluxo e leva a uma pureza maior. O volume de refluxo depende de uma série de fatores, como o tamanho e o formato do alambique e até o nível em que é preenchido: quanto mais cheio, menos refluxo, por isso não se deve exceder os dois terços de sua capacidade. A velocidade em que operam é outro fator. Um funcionamento mais rápido leva a menor quantidade de refluxo. A temperatura do líquido destilado também é importante, quanto mais quente for o spirit, maior a absorção pelo cobre nos condensadores. A inclinação dos tubos que ligam a cabeça do alambique ao condensador é outro fator crucial: ângulos diferentes afetam a pureza do spirit.

Alambiques tradicionais

Um alambique tradicional é composto de três partes principais: o pote (onde o mosto fermentado é aquecido); o pescoço de cisne e o braço condutor (pelos quais o álcool evaporado sobe); e o condensador, um tanque de condensação com serpentinas ou um aparelho do tipo casco e tubo (onde o vapor de álcool arrefece e se condensa para voltar ao estado líquido). Variações nos tamanhos e formas das partes do alambique afetam o sabor final da bebida de maneiras diferentes.


Como o cobre é maleável e flexível, os alambiques se deterioram com o tempo, principalmente onde há o contato com o líquido. Quando este chega ao fim de sua vida útil e tem de ser substituído, todo esforço é feito para replicar a construção do antigo.

A destilação no alambique é feita da seguinte maneira: o alambique é preenchido com o mosto fermentado; então é aquecido e o álcool utilizável é separado do álcool indesejável. Após a separação o alambique deve esfriar antes de ser limpo e todos os resíduos deixados em seu interior removidos. Antigamente utilizava-se fogo direto, produzido com carvão e mais tarde gás, para aquecer os alambiques por baixo.  Hoje a maioria das destilarias usa vapor. Tubos cilíndricos cheios de vapor, ou um pequeno radiador circular, são colocados na base do alambique para aquecê-lo. A vantagem de tais dispositivos é que asseguram uma distribuição muito mais uniforme do calor.

Hoje o whisky de malte é produzido pelo método da bidestilação, para o qual são necessários que os alambiques funcionem em pares, um para a mistura fermentada e outro para a bebida destilada. A primeira destilação é realizada no alambique de cerveja (wash still) e a segunda no alambique de espírito (spirit still). O alambique de cerveja, aquecido até um pouco abaixo de 1000C, transformando o álcool em vapor, é utilizado para separar o álcool da água e o alambique de espírito para separar o álcool potável de suas frações indesejáveis. O alambique de cerveja produz um destilado chamado flegma (low wines), e o alambique de espíritos um destilado composto de cabeça (aromas indesejáveis e metanol), coração (que mais tarde se tornará o whisky) e cauda (destilado impuro).

O tamanho do alambique varia de acordo com sua finalidade: o alambique de cerveja, usado na primeira destilação, será quase sempre maior do que o alambique de espírito da segunda destilação.

Alambiques de coluna

Os alambiques de coluna são mais rápidos, mais versáteis e menos discriminatórios quanto a sua dieta do que os alambiques tradicionais.


Procurou-se por muito tempo uma maneira de aperfeiçoar os métodos de destilação em alambiques tradicionais, excessivamente trabalhosos e demorados. Em 1830, Robert Stein e Aeneas Coffey desenvolveram um processo de destilação contínuo mais eficiente para destilar cereais, também conhecido como destilação de coluna ou patente. Assim, esse tipo de alambique é também muitas vezes referido como Coffey. Com esse método, tornou-se possível realizar um processo de destilação contínuo, capaz de produzir um destilado de alta graduação alcoólica e estilo leve. Estes alambiques são altos e compostos de duas colunas, um retificador e um analisador. Destilam mais rapidamente e de forma contínua, além de serem baratos de operar. Produzem bebidas mais puras que o single malt e que podem ser até mais fortes. A pureza desse destilado o torna ideal para as misturas que originam os blends.


O número de alambiques de coluna usados numa destilação depende do grau de purificação (tecnicamente conhecida como retificação) exigido. Pode variar de um a dois, chegando até a cinco alambiques conectados e trabalhando de forma contínua. Como no caso do alambique tradicional, o objetivo é eliminar os sabores indesejáveis e desagradáveis, concentrando ao mesmo tempo os desejáveis. Os alambiques altos em forma de coluna são feitos de aço inoxidável com pratos de cobre por dentro. Esses pratos, ou bandejas, são perfurados como peneiras, permitindo que os líquidos gotejem de volta sobre os vapores ascendentes. Cada prato pode ser pensado como uma mini etapa da destilação, permitindo que os compostos mais leves passem, mas retendo os compostos mais pesados, de modo que, no alto da coluna, apenas os vapores mais voláteis escapam para a segunda destilação.

O alambique de coluna é altamente eficiente e pode ser usado para criar novas versões de bebidas já repletas de sabor como o Bourbon, o whisky de cereais ou a vodca.

Alambique tipo Cebola


Alambiques grandes, altos e em forma de cebola permitem maior contato com o cobre e tendem a produzir um spirit mais puro. São os mais comuns na destilação do malte escocês.

Alambique Boil-ball


Em geral, estes alambiques levam mais tempo para completar a destilação devido à condensação na esfera. Assim, tendem a gerar um spirit mais pesado e complexo.

Alambique Squat


Atua como um boil-ball invertido e cria um spirit sem o mesmo nível de contato com o cobre dos alambiques tipo cebola.

Alambique Lamp Glass


O pescoço estreito do alambique lamp glass restringe e desacelera o fluxo de vapor do spirit. Este tipo de alambique atua como um boil-ball invertido, sem o mesmo nível de contato com o cobre dos alambiques tipo cebola.

Alambiques Altos


Os alambiques de pescoço alto geram um aumento no refluxo. Parte do vapor do spirit condensa nas laterais do alambique e escorre para ser redestilada. Assim, o spirit tem mais contato com o cobre, o que resulta em maior pureza e delicadeza, mas também em menos caráter do que o spirit produzido por squat stills.

Tubos ascendentes

Tubo no alto direcionado para cima
Quanto mais os tubos se inclinam para cima, mais refluxo é gerado, o que resulta em um spirit mais leve. Estes tubos se erguem dos alambiques e conectam uma série de condensadores casco e tubo. Hoje em dia, o casco e tubo é o formato mais comum de condensador usado nas indústrias e permite que haja mais contato entre o spirit e o cobre do que os condensadores tradicionais, como a serpentina.

Tubos descendentes

Tubo no alto direcionado para baixo
Um tubo descendente estimula o vapor a passar rapidamente pelo condensador, reduzindo o refluxo. Quando eles são encontrados em wash stills, a chance de haver resíduos aumenta.

Alambique Lomond


O alambique Lomond foi desenvolvido na Escócia em 1955 por Alistair Cunningham, em colaboração com Arthur Warren. É um alambique cilíndrico com uma camisa de água montada verticalmente acima dele. Adicionou três pratos de retificação dentro do pescoço, que podiam ser ajustados horizontal e verticalmente, e resfriados com água ou deixados secos para variar o grau de refluxo. O ângulo do braço condutor também podia ser modificado para permitir um controle ainda maior do refluxo. No entanto, os pratos sempre ficavam entupidos com resíduos, e o alambique praticamente deixou de ser utilizado na Escócia.

Alambique Faraday
Este aparato exclusivo fabrica whisky de modo totalmente diferente, por trazer dois tipos de alambique em uma só unidade.

Pescoços
Alambiques são concebidos de diversas maneiras, dependendo do estilo de whisky que se pretende criar. Consequentemente, eles têm um aspecto diferente em cada destilaria, e até mesmo os muito parecidos têm pequenas variações. Em geral, os alambiques com pescoços longos e estreitos produzem um destilado mais leve e perfumado, enquanto aqueles com pescoços curtos e largos produzem destilados mais oleosos e pesados. Para desacelerar o processo de destilação, e impedir que a espuma suba até o condensador, vários aperfeiçoamentos foram desenvolvidos, como o pescoço largo, o pescoço tipo lanterna e o capitel, ilustrados abaixo.

Pescoço largo
O pescoço largo se ergue a partir dos ombros do pote. Ele reduz a velocidade dos vapores ascendentes, e também resfria a cerveja para prevenir que a espuma cresça e ferva acima do esperado.


Pescoço tipo lanterna
Os alambiques tipo lanterna são enormes, mas seus pescoços estreitos restringem os vapores antes de entrarem na coluna de refluxo: eles esfriam e desaceleram, e apenas os mais voláteis ascendem até o alto.


Capitel

O capitel produz o mesmo efeito que um pescoço tipo lanterna. O capitel impede o líquido em ebulição de subir demais, e a espuma não se forma. De novo, apenas os vapores mais voláteis alcançarão o alto do pescoço.




Fonte: whisky, o livro do whisky, whisky de a a y, wikipedia

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Destilarias norte-americanas ganham mercado com "independência e inovação"

Produzindo gins, bourbons e uísques de centeio de primeira qualidade, destilarias artesanais norte-americanas estão conquistando até os fãs incondicionais dos destilados de malte


Em março de 2011, Michael Vachon, norte-americano que trabalhava em Londres em uma empresa do setor de tecnologia, se encontrava em Austin, no Texas, para o festival South by Southwest, buscando gerar interesse pela nova empresa.
Certa noite em um bar na região dos depósitos, depois de várias horas infrutíferas apertando mãos, ele pediu um coquetel feito com Old Tom, um gim envelhecido em barril de uma nova destilaria no Oregon chamada Ransom. Ele queria muito experimentar, pois novas destilarias norte-americanas como a Ransom eram o tema das conversas nos bares sofisticados que ele frequentava na Grã-Bretanha, mas como elas não distribuíam os produtos por lá, estes se tornavam extremamente raros. A única maneira de conseguir uma garrafa era se um amigo trouxesse uma ao voltar das férias. 
Vachon comprou três garrafas. De volta a Londres, deu-as aos seus barmen preferidos, na esperança de ganhar algumas bebidas gratuitas. "Eles ficaram hipnotizados", contou. Em questão de dias, as garrafas estavam vazias, e seus novos melhores amigos queriam mais. "Tratava-se de um gim norte-americano envelhecido em tonel na terra do gim, deixando as pessoas de boca aberta." Isso o fez pensar.
"Todo dia eu trabalhava num software que ninguém queria comprar e, à noite, levava garrafas desejadas, mas que ninguém conseguia", disse Vachon. Acabou deixando o mundo da tecnologia e, em meados de 2013, fundou a Maverick Drinks, importadora especializada em pequenas destilarias norte-americanas.
No ano passado, a Maverick se tornou um dos principais fornecedores britânicos de destilados norte-americanos finos: uísques artesanais, gins e outras bebidas que usam receitas inovadoras e técnicas de produção para criar novos sabores e estilos. Começando com um fornecedor – e um apartamento que também fazia as vezes de armazém –, Vachon aumentou o portfólio da Maverick para cinco marcas e dobrou o volume; ele não quis revelar os números das vendas.

A Maverick é apenas uma das novas importadoras espalhadas pelo mundo dedicadas aos destilados artesanais dos EUA, cuja expansão de algumas dezenas de destilarias, cinco anos atrás, para mais de 600 hoje, ajudou a reviver o segmento antes estagnado da produção de destilados no país.
A resposta a essa onda de destilados artesanais dos consumidores no exterior foi impressionante. Onde antes a elite de Berlim e Hong Kong poderia ter pedido vodca Grey Goose ou uísque escocês Macallan, agora mais bebedores exigem uísque Balcones, de Waco, no Texas, ou o gim Perry's Tot, em Nova York. "Muita gente está percebendo que existe algo mais no mundo além do uísque de malte", diz Renaud de Bosredon, gerente do bar do Modern American Steak House (Mash), em Londres, que oferece uma das maiores seleções de destilados artesanais norte-americanos na cidade.
"A categoria dos destilados artesanais como um todo está crescendo. Estão surgindo locais em todo canto com grandes cartas de bourbon e uísque de centeio – dois destilados relacionados de perto ao uísque escocês no estilo, mas que, até recentemente, eram difíceis de achar fora dos EUA –", completa Renaud.
A empolgação em torno das destilarias artesanais ajudou a aumentar o interesse pelos destilados do país como um todo. No ano passado, elas exportaram US$ 1,5 bilhão em bebidas, mais do que o dobro da quantidade de 2002, segundo a entidade que representa o setor. Embora a tendência de exportação artesanal ainda seja nova demais para se ter números concretos, as pequenas destilarias indubitavelmente respondem por pouco mais de uma gota desse barril.
Ainda assim, Vachon, entre outros, afirma que as destilarias personificam muitas das qualidades que tornam os destilados dos EUA tão populares no exterior: autenticidade artesanal, independência e inovação.
"SEDE POR DESTILADOS DOS EUA"
Não são apenas as destilarias pequenas que os consumidores estrangeiros acham atraentes. Existem diferenças importantes entre os produtos da destilaria em escala industrial e essas novatas – entre, por exemplo, gins de grandes marcas tradicionais como Beefeater e Tanqueray e os de empresas como a Ransom.

Todo gim começa pela fermentação de um mingau de levedura, água e cereal – embora qualquer coisa com muito açúcar orgânico, como batata ou beterraba, sirva – que depois é destilada para obter uma concentração elevada de álcool. Durante a destilação, o álcool é infundido com um buquê de plantas – principalmente junípero, em conjunto com outros temperos como anis, coentro e elementos cítricos como casca de limão – para conferir seu sabor.
Embora cada destilaria use uma mistura diferente de plantas, ao longo do tempo as grandes marcas tenderam a um conjunto estreito de pimentas e notas florais. O gim norte-americano, por sua vez, aborda todos os sabores possíveis. Alguns, como o Corsair, de Nashville, no Tennessee, vem recheado de laranjas e limões, outros como o Old Tom, da Ransom, que são envelhecidos em tonéis, possuem toque de baunilha e madeira.
Essa paleta de sabores mais ampla é particularmente atraente para uma nova geração de barmen inovadores em cidades que são cruzamentos globais como Londres, Paris e Berlim, que atendem a uma clientela internacional e instruída, além de serem cada vez mais internacionais, dividindo novas receitas com colegas online e frequentando conferências e torneios em outros países.
"Existe muita demanda entre os bares de coquetéis refinados", explica Claire-Adeline Le Prestre, gerente de destilados da La Maison du Whisky, varejista e importadora francesa que vem aumentando rapidamente o portfólio de artesanais, passando a incluir nomes como Ransom e Dad's Hat, uísque de centeio de Bristol, na Pensilvânia.
E num mercado de coquetéis cada vez mais competitivo como Londres, é imperativo ter o destilado artesanal norte-americano mais recente – seja ele bourbon, centeio ou gim. "É como lhes dar uma nova ferramenta. Os clientes podem chegar com a esperança de ver dez gins diferentes. Agora seu bar se destaca. Você está oferecendo uma experiência diferente ao freguês", conclui Vachon.


Fonte: deles.ig.com.br

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Independência seria ruim para whisky escocês a curto prazo

A independência da Escócia seria negativa a curto prazo para o whisky, tão emblemático quanto lucrativo, segundo um estudo



Londres - A independência da Escócia seria negativa a curto prazo para o whisky escocês, tão emblemático quanto lucrativo, segundo um estudo do banco holandês Rabobank publicado na véspera do referendo de independência.
"Os benefícios a curto prazo de um voto positivo são reduzidos, enquanto os riscos são significativos", afirma a analista Elena Saputo em uma nota.
O produto de exportação mais famoso da Escócia, e o segundo em valor depois do petróleo, poderia sofrer com a limitação de acesso aos mercados internacionais, em particular a União Europeia, que absorve 37% das exportações de whisky escocês.
A entrada de uma Escócia independente na UE seria problemática.
A independência também poderia pesar no preço das matérias-primas utilizadas na produção da bebida, destaca o Rabobank.
Se a Escócia sair da Política Agrícola Comum (PAC) europeia, "não é certo que os agricultores escoceses possam produzir cevada suficiente", um cereal utilizado na produção da bebida.
O banco aponta ainda o risco associado à taxa cambial, já que a questão da moeda de uma Escócia independente também é problemática. Os partidários da independência querem continuar utilizando a libra esterlina, uma opção rejeitada por Londres.
O próprio setor de whisky já expressou temores nos últimos meses sobre a possibilidade da Escócia deixar o Reino Unido.
A "Scotch Whisky Association" (SWA) afirmou que uma saída da UE, mesmo que temporária, seria "prejudicial e difícil de administrar", ao mesmo tempo que elogiou o apoio da rede diplomática do Reino Unido às exportações da bebida alcoólica.
As exportações de whisky escocês representaram quase 4,3 bilhões de libras (7 bilhões de dólares) em 2013 e o setor emprega 35.000 pessoas, segundo a SWA.
Mas a análise do Rabobank ressalta que "o impacto exato da independência dependerá tanto da ação do governo escocês depois do referendo como da própria votação".


Fonte: exame.abril.com.br

Whisky envelhecido no espaço volta à Terra

Bebida foi enviada à Estação Espacial Internacional em 2011


O Instituto Nacional de Astrofísica da Itália (Inaf) anunciou que a expedição de longa permanência na Estação Espacial Internacional voltará a terra trazendo consigo o whisky da Destilaria Ardbeg, de Islay, na Escócia, que envelheceu na base espacial.


A bebida foi enviada ao espaço em 2011 e deveria chegar de volta à órbita terrestre no dia 12 deste mês. A mesma quantidade de whisky permaneceu na Terra sendo envelhecida pelo mesmo período de tempo para ser estudado por pesquisadores. O objetivo é testar as diferenças nos processos de maturação em pouca gravidade.


Após a chegada, a bebida será encaminhada para Houston (EUA) para que os testes possam ser realizados. Depois de chegar no laboratório de Houston, "será tarefa da equipe desvendar os mistérios da maturação, através do estudo da interação entre moléculas, tanto em micro-gravidade (em órbita) e gravidade normal (no Armazém da Ardbeg)", diz o site da empresa.


A fermentação do álcool é feita associada a diversos fatores, como o comportamento das bactérias. Desta forma, estudo examinará como esse processo se dá em ambiente espacial. 


De acordo com a Inaf, pesquisas deste tipo servem para entender como podemos viver no espaço, acreditando que, em um futuro não muito distante, o homem irá viver em um ambiente de pouca gravidade.


Fonte: noticias.band.uol.com.br

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Zelador consome uísque histórico no valor de 102 mil dólares

A proprietária de uma pousada histórica em Pittsburgh, Pensilvânia (EUA), fez acusações contra seu ex-zelador que deveria salvaguardar 52 garrafas de uísque antigo no valor de mais de 102 mil dólares, mas bebeu tudo em vez de mantê-las seguras.


Patricia Hill disse que 104 garrafas de um uísque valioso vieram junto com a mansão que comprou e converteu em uma pousada histórica. As garrafas de Old Farm Pure Rye Whiskey foram destiladas em 1912, e estavam escondidas debaixo de uma escada. A propriedade havia sido vendida várias vezes antes de Patricia encontrar o uísque durante um projeto de remodelação.

O chefe de polícia, Barry Pritts, disse que Patricia colocou as garrafas de uísque no porão, enquanto os principais pisos eram reformados. John Saunders, 62 anos, era um zelador que morava no porão e era esperado para salvaguardar a bebida.

"Você sabe, para vigiá-las e mantê-las seguras. Acho que isso foi um erro", disse Pritts.

Old Farm Pure Rye Whiskey fazia parte de uma coleção de uísque histórico que acreditava-se ter sido consumido por Henry Frick e Andrew Carnegie no início de 1900 em Pittsburgh.

"Patricia descobriu que 52 das garrafas tinham sido esvaziadas dentro de cerca de um ano e relatou a polícia", disse Pitts.

Saunders negou que ele consumiu o uísque antigo, mas a polícia testou as garrafas vazias para ver se elas combinavam com o DNA de Saunders. Depois de sete meses de testes, a polícia confirmou que o DNA de Saunders foi encontrado nas garrafas, e acusou-o de roubo e recebimento de propriedade roubada, disse Pritts.

O uísque foi avaliado em 102.400 dólares (cerca de 230 mil reais), mas é duvidoso que a restituição será feita. O advogado de Saunders disse ao tribunal que ele está à espera de um transplante de fígado.


Fonte: diarioinsano.com.br

domingo, 14 de setembro de 2014

Famous Grouse lança blend de 40 anos

WHISKY MAIS EXCLUSIVO DA HISTÓRIA DA MARCA SERÁ VENDIDO POR 2 MIL EUROS



Imagine o prazer de saborear uma bebida cujas características foram cuidadosamente definidas 40 anos atrás para atingir seu ápice somente agora. Esta é a história do The Famous Grouse 40 Year Old, uma série limitada de 276 garrafas com um raro blended malt escolhido no início da década de 70 por John Ramsay, então o master blender da marca.

Envelhecido em barris de xerez, o whisky já ganhou prêmios como o International Spirits Challenge 2013 na categoria de blended malt, e o International Wine & Spirit Competition na categoria deluxe blend. “Este whisky é bastante frutado, tem fragrâncias fortes e um toque de especiarias. No nariz, é possível perceber inicialmente o aroma de manga madura, coentro picado, cardamomo e endro, e um leve toque de sândalo. Depois é possível perceber a doçura no paladar com banana e um toque cítrico, e com um pouco de biscoito de gengibre e trufa defumada, bem leve. O final é bem macio e docemente complexo – é um verdadeira sensação de prazer”, explica Gordon Motion, atual master blender da The Famous Grouse.

A embalagem está à altura da bebida: trata-se de uma belíssima garrafa criada pelos designers escoceses Timorous Beasties, com o símbolo da marca esculpido à mão, tampa em prata escocesa, e uma luxuosa caixa de madeira de lei. Claro que tanta exclusividade custa dinheiro. Cada uma das 276 garrafas vai custar 2 mil euros. Elas estarão à venda nos freeshops dos principais aeroportos da Europa e da Ásia.


Fonte: gq.globo.com

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Site americano seleciona os whiskies mais caros e extravagantes do mundo

Segundo as leis escocesas, para um destilado ser considerado um whisky ele precisa de pelo menos três anos de envelhecimento em barril. Depois disso fica a cargo de cada destilaria quando engarrafa-lo e despacha-lo para ser vendido. Depois de eleger as cervejas mais caras do mundo, o site luxurylaunches selecionou alguns dos mais caros e raros exemplares de whiskies. Confira:

Chivas Regal Royal Salute: Criado para homenagear a coroação da Rainha Elizabeth II, este Royal Salute foi envelhecido por 50 anos e uma garrafa enfeitada com ouro 24k e prata custa US$ 10mil.

Glenfarclas 1955: Envelhecido por 50 anos, o malte foi engarrafado em 2005 e custa US$ 10.878

Macallan 55 Year old Lalique Crystal Decanter: Edição limitada feita em parceria com a joalheria francesa Lalique resultou em apenas 420 peças que custam US$12.5 mil

Glenfiddich 1937 Rare Collection: Apenas 61 garrafas deste whisky foram produzidas após 64 anos de envelhecimento. Tanta exclusividade tem seu preço: US$ 20mil

Dalmore 62 Single Highland Malt Scotch: Composto por maltes de 1868, 1876, 1926 e 1939, o Dalmore 62 teve apenas 12 garrafas produzidas em 1943, Cada uma custa US$ 58mil. Outro whisky desta destilaria que merece atenção é Dalmore 50 anos em decanter de cristal: a lenda diz que este whisky de 50 anos é um dos melhores do mundo por que foi destilado no século 19. O preço da raridade: US$ 15mil 

The Macallan 1926 Fine and Rare: O mais velho exemplar da coleção Fine and Rare da destilaria The Macallan, apenas 40 garrafas foram produzidas e cada custa US$ 75mil. Na mesma coleção, menções honrosas para o The Macallan 1939 que custa mais de US$ 10mil e o The Macallan 1947 por US$ 6800.


Fonte: gq.globo.com

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Jack Daniel's aposta em versões saborizadas

Marca norte-americana quer conquistar espaço no incipiente segmento de whiskey com canela


Quando a Brown-Forman apresentou, há quatro anos, a primeira versão saborizada permanente de Jack Daniel's em seu portfólio, a Tennessee Honey, o lançamento contou com uma forte campanha nacional de TV estrelada pelo "King Bee". Já o lançamento da versão de canela Tennessee Fire está mais comedida. As garrafas estão disponíveis apenas em três estados – Oregon, Tennessee e Pennsylvania –, não há comerciais chamativos e o anunciante ainda está avaliando se a veiculação será nacional.

E por que o cuidado? “Estamos respeitando a marca Jack Daniel’s”, diz Casey Nelson, gerente sênior do portfolio de sabores da empresa. “Quanto mais você inovar em torno de uma certa ideia, há certos riscos associados”, complementa.



O executivo está preocupado com a canibalização, já que potencialmente Fire poderia roubar vendas significativas da versão regular de Jack e da Jack Honey ao invés de atrair novos consumidores.


De acordo com Nelson, Honey registrou baixos índices de canibalização, uma vez que atraiu mais mulheres, afro-americanos e hispânicos. “No entanto, há certamente mais riscos quando você adiciona um segundo sabor”, aponta. As vendas nos três estados permitirão um estudo mais aprofundado dessa tendência sem o salgado investimento de um lançamento nacional.


A meta da companhia é conquistar uma participação da categoria de whiskeys de canela, que está surgindo como uma tendência de bebidas para consumo em shot. O segmento é liderado pela Fireball, da Sazerac, de Louisiana.


A marca se apoia em ações nas redes sociais, usa o slogan "Tastes Like Heaven. Burns Like Hell" e imagens que remetem ao diabo. As vendas de Fireball passaram de 450 mil caixas, em 2011, para quase 1,9 milhão de caixas no ano passado, o que inclui um salto de 1 milhão de caixas apenas em 2013, segundo a Shanken News Daily.


Mark D. Swartzberg, analista da Stifel, informou recentemente que Fireball controla aproximadamente 80% do mercado de whiskey saborizado com canela. No mercado geral, Fireball está na quarta posição nas vendas em lojas (não inclui bares) com 4% de participação e vendas de US$ 67 milhões. Jack Daniel's é a marca número um com 12% de participação e US$ 201 milhões em vendas.

Os bebedores da geração millennial estão puxando o crescimento de Fireball e tornando a marca uma tendência, aponta Emily Pennington, editora da Wine & Spirits Daily. "Mas é chocante para mim como várias pessoas de outras gerações estão tomando shots de Fireball”.

Jack Daniel's Tennessee Fire, segundo a editora, é definitivamente espelhado em Fireball. Questionada sobre as chances de Jack no segmento, ela lembrou que a empresa não foi a primeira marca a ter uma versão com sabor de mel, mas que acabou dominando o segmento. "Eu certamente acho que ele tem uma chance de dar uma mordida na Fireball”.



Tennessee Fire também tem apostado nas redes sociais e em ações nos pontos de venda. Durante o lançamento no início do mês, a marca estimulou os fãs a espalhar a novidade com a hashtag #JackFire. Os materiais de ponto de venda apresentam o slogan “Tonight. Two Words. Jack Fire". As agências envolvidas no trabalho são a Arnold Worldwide, de Boston, na parte cirativa; a FCB, de Chicago, na ativação, e a Code and Theory, de New York, nas mídias digitais.


Fonte: meioemensagem.com.br